Tesouro Direto: IPCA+ volta a cair e prefixado fica estável; onde investir?
Os rendimentos dos títulos do Tesouro Direto apresentam comportamentos diferentes nesta segunda-feira (31).
No caso dos atrelados à inflação, os Tesouro IPCA+, há queda, como ocorreu ao longo de toda a semana passada.
Já nos prefixados, as taxas ficam estáveis.
O movimento de alívio no mercado local ocorre apesar dos rendimentos dos títulos públicos americanos, que voltaram a subir e, no caso dos com vencimento em 10 anos, encostaram no ponto mais alto desde junho de 2025.
O avanço, hoje, ocorre em meio a novos ataques entre Irã e Estados Unidos, o que fez o petróleo registrar forte alta e frustrou expectativas de uma resolução próxima para o conflito que se arrasta por seis meses.
O tom da fala de Kevin Warsh, presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), em sua última aparição pública foi de que a inflação é a maior preocupação da autoridade monetária.
A guerra com o Irã é um dos principais vetores da alta de preços na economia americana, ao aumentar custos de energia e transportes.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2032 paga IPCA + 7,97%, ante IPCA + 8,00% na última sessão.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2040 retorna IPCA + 7,42%, ante IPCA + 7,46% na última sessão.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2050 retorna IPCA + 7,25%, ante IPCA + 7,27% na última sessão.
A aplicação no Tesouro Prefixado 2029 paga 14,13%, ante 14,13% na última sessão.
A aplicação no Tesouro Prefixado 2032 remunera 14,54%, ante 14,60% na última sessão.
Onde investir? Desde o mês passado, uma das principais recomendações de investimento em títulos públicos é o Tesouro IPCA+ 2032.
O seu retorno real (descontada a inflação) segue alto na comparação internacional, mas pode não ser tão alto assim quando comparado ao ganho dos títulos que seguem a taxa básica de juros, a Selic.
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