FIDC cresce como alternativa de financiamento para incorporadoras
Em um momento de juros elevados, escassez de liquidez bancária e queda na velocidade de venda de empreendimentos, fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) têm crescido como alternativa mais flexível de financiamento para incorporadoras e outros players do setor imobiliário.
O movimento é recente e ganhou força em meio à perda de relevância do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) como principal fonte de recursos do setor ao longo dos últimos anos.
Um levantamento feito pela empresa de dados Uqbar, a pedido do Valor, mostra que o patrimônio líquido (PL) somado de FIDCs com participação em incorporadoras passou de R$ 995,15 milhões, em julho de 2024, para R$ 1,75 bilhão em julho deste ano, uma alta de 76%.
Atualmente, há 24 fundos do tipo em funcionamento, sendo que dez deles têm pelo menos 12 meses de operação.
Dentro da Oliveira Trust, por exemplo, dos cerca de 54 fundos em estruturação, 11% são do mercado imobiliário.
“Esse setor está procurando mais por FIDCs.
Tivemos um aumento de 50% a 70% na demanda, considerando as operações vistas no primeiro semestre deste ano quando comparado ao mesmo período do ano passado”, explica o sócio e CEO da Oliveira Trust, José Alexandre Freitas.
A sócia e chefe de relacionamento na empresa de infraestrutura de mercado e serviços fiduciários Vórtx, Lilian Palacios, vai na mesma linha e diz que metade das conversas envolvendo a estruturação de FIDCs têm sido voltadas ao setor imobiliário.
Segundo ela, a procura de incorporadoras e gestoras para estruturar fundos de direitos creditórios voltadas para o segmento já é, inclusive, maior do que por outros produtos como fundos imobiliários (FIIs) “de tijolo”, que investem em ativos físicos.
Para ler a reportagem completa, acesse o site do Valor.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.