Imagens mostram quinto envolvido em agressões contra ciclista em Copacabana
Imagens de câmera de segurança mostram a participação de um quinto envolvido no linchamento do ciclista agredido após ser acusado de roubar uma bicicleta no Rio de Janeiro.
Além das quatro pessoas já presas pelas agressões, a Polícia Civil tenta identificar outro homem que também foi flagrado pelas câmeras agredindo Claudio Rafael Landeiro. O ciclista de 37 anos morreu por hemorragia e traumatismo um dia após ser espancado em Copacabana, na capital.
O quinto homem foi flagrado por uma câmera de segurança dando chutes na vítima. As imagens estão sendo analisadas pela 12ª DP (Copacabana), que investiga o crime.
Davi e Jorge Luiz Ricardo Dias, um segundo segurança, foram os primeiros a serem presos. Jorge teria participado da abordagem a Cláudio, mas não há indícios de que tenha participado diretamente das agressões.
Dois entregadores também foram detidos. Felipe Eduardo dos Santos confessou a participação no espancamento, enquanto Ailton José da Silva se manteve calado em depoimento. Eles foram filmados segurando a vítima, dando socos e chutes. A reportagem tenta localizar a defesa dos citados, e o espaço está aberto para manifestação.
Bicicleta que homens suspeitavam ser roubada era de uma das irmãs de Cláudio, segundo a família. "Ele abordou meu irmão e supôs que ele era um ladrão, agrediu ele e deixou que outros homens o levassem para a rua Felipe de Oliveira, uma rua escura, para matá-lo", disse Fabiana Landeiro, uma das irmãs da vítima, em vídeo gravado e divulgado nas redes sociais.
Um vídeo obtido pelo UOL mostra Cláudio saindo de casa por volta das 22h30 do 11 de agosto, em posse da bicicleta. Após abrir o portão, ele sai empurrando o veículo . Ele vivia com a mãe e duas irmãs em Botafogo, na zona sul.
Cláudio tinha transtornos psicológicos, afirmam familiares. Ele fazia acompanhamento profissional.
O homem morreu por traumatismo craniano e hemorragia interna . Ele chegou vivo ao Hospital Municipal Miguel Couto, no bairro da Gávea, na zona sul, mas não resistiu.
A vítima era conhecida como "Bart" em Botafogo. Em seu LinkedIn, ele dizia ter sido assistente administrativo em meio período na Dataprev, empresa vinculada ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
"Ele saiu de casa para ser morto, espancaram até a morte", declarou a mãe dele. "Ele não era um bandido, não tinha antecedentes criminais. Simplesmente acharam que ele era um bandido, mas pode ter certeza que quem fez mal ao meu filho não ficará impune", disse Ana Luísa Motta, mãe de Claudio Rafael Landeiro.
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