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Política

BNDES prevê R$ 34 bilhões para financiar leilão de baterias

Poder360 ·

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estima ter até R$ 34 bilhões em linhas incentivadas que poderão financiar projetos do 1º leilão de sistemas de armazenamento de energia por baterias do Brasil.

O banco, porém, avalia que o volume não será suficiente para atender sozinho à demanda dos empreendimentos.

A estimativa foi apresentada pelo chefe do Departamento de Transição Energética e Clima do BNDES, Alexandre Siciliano Esposito, em entrevista à Folha de S.Paulo publicada na 6ª feira (11.set.2026).

O cálculo preliminar considera recursos do Fundo Clima e do programa BNDES Mais Inovação.

Segundo Esposito, o valor disponível deve ficar mais claro até o fim de 2026, conforme avançarem as discussões sobre o Orçamento de 2027.

O executivo afirmou que o Fundo Clima tende a ser a principal fonte do banco para financiar os sistemas de armazenamento de energia, conhecidos pela sigla BESS.

“O Fundo Clima tem um potencial de uso muito maior… o BESS [sistema de armazenamento de energia] pontua mais do que outras tecnologias renováveis.

Então, ele [Fundo Clima] deve ser realmente o principal veículo” , disse.

O BNDES Mais Inovação, por sua vez, atende diferentes projetos de inovação e digitalização e dispõe de um orçamento menor.

OUTRAS FONTES Esposito disse que os projetos não deverão depender exclusivamente das linhas incentivadas do BNDES.

Uma das limitações é o teto do Fundo Clima, que permite financiamento de até R$ 1 bilhão por grupo econômico a cada período de 12 meses.

Segundo o executivo, há empresas avaliando carteiras de projetos que somam bilhões de reais.

Por isso, os investidores deverão combinar recursos de diferentes origens.

“Há clientes que estão estudando portfólios de bilhões de reais [ para o leilão de baterias] … Esse limite de R$ 1 bilhão, ele direciona estratégia de ‘blends’, tem que buscar mais bolsos, mercado, debêntures, multilaterais, entre outros.” A demanda por financiamento dependerá também do volume de sistemas que o governo decidir contratar.

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