Falsa prova de vida: como funciona o golpe que utiliza o nome do INSS
Golpistas se passam por funcionários do INSS para aplicar o golpe da falsa prova de vida e roubar dados pessoais de beneficiários. As abordagens podem ocorrer por ligações ou mensagens de texto, sob a ameaça de suspensão do benefício. O INSS reforça que não solicita dados pessoais, senhas ou pagamentos por telefone para realizar o procedimento.
É uma fraude de engenharia social e roubo de dados que usa a comprovação de vida, um procedimento real do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como pretexto para obter informações pessoais ou induzir a vítima a realizar ações que podem levar a outras fraudes.
Como os golpistas abordam as pessoas : Eles podem entrar em contato por telefone ou mensagem de texto e se apresentar como funcionários do INSS ou da Central 135, serviço telefônico do órgão. Eles afirmam que o beneficiário precisa realizar ou regularizar a ´prova de vida para evitar a suspensão ou o corte do benefício.
Durante a ligação, o criminoso pode conduzir a vítima por uma sequência de instruções. Uma delas é pedir que a pessoa digite uma determinada opção no telefone, como 1 ou 2, para supostamente confirmar a situação do benefício ou dar continuidade ao atendimento. A partir dessa interação, o golpista tenta obter informações pessoais ou induzir a vítima a realizar outras ações.
Que táticas eles usam para chamar a atenção : Os criminosos utilizam principalmente a imitação de uma fonte confiável, apresentando-se como servidores do INSS ou da Central 135. Também usam informações verdadeiras, como a existência da prova de vida, para construir uma situação falsa e mais convincente.
Outra estratégia é criar um senso de urgência. Ao afirmar que o benefício pode ser suspenso ou cortado, o golpista tenta provocar medo e fazer com que a vítima tome uma decisão rápida, sem verificar se o contato é realmente do INSS.
O golpe também utiliza engenharia social. Em vez de necessariamente pedir os dados diretamente no primeiro contato, o criminoso conduz a vítima por pequenas ações, como digitar uma opção durante a ligação ou acessar um link, até chegar ao momento em que consegue obter informações pessoais ou induzir a realização de outras ações.
Como se proteger : Desconfie de ligações ou mensagens que peçam dados pessoais, senhas, informações bancárias, códigos, transferências ou pagamentos para tratar da prova de vida. O INSS afirma que não liga para os beneficiários nem vai à residência deles para tratar desse procedimento e solicitar essas informações.
A prova de vida pode ser feita na agência bancária onde o benefício é recebido, com documento oficial com foto, ou pelo Meu INSS, por biometria facial.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.