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Sem zebras, US Open feminino terá vários duelos de peso já na 3ª rodada

UOL Esporte ·
Sem zebras, US Open feminino terá vários duelos de peso já na 3ª rodada

Após quatro dias de US Open e metade da terceira rodada definida, a chave feminina viu apenas duas cabeças de chave eliminadas até agora: a tcheca Barbora Krejcikova (#29 do mundo) e a polonesa Maja Chwalinska (#22). As outras 14 (!!!) pré-classificadas venceram seus dois primeiros desafios em Nova York e, como consequência, já há seis duelos entre cabeças na fase seguinte:

[11] Marta Kostyuk x Ekaterina Alexandrova [18] [29] Ann Li x Linda Noskova [6] [3] Jessica Pegula x Leylah Fernandez [31] [19] Jasmine Paolini x Sorana Cirstea [16] [9] Elina Svitolina x Anna Kalinskaya [21] [26] Emma Navarro x Karolina Muchova [7] (números entre colchetes indicam o número da cabeça de chave)

É uma questão que fãs de tênis sempre levantam: O que é melhor: um torneio com primeiros dias entediantes, sem surpresas, mas garantias de jogos entre as melhores do ranking nas fases mais avançadas; ou várias zebras nas fases inicias, mas sem grandes nas fases decisivas?

Não há certo ou errado aqui. É pura questão pessoal. Eu gosto dos dois cenários. Gosto de variedade. Um slam de um jeito; outro, de outra maneira. É sempre bom ter Sinner x Alcaraz numa final de slam, como era ver o Big Four se enfrentando uma década atrás. Também gosto quando um torneio grande tem uma final "fora do roteiro", como aconteceu em Roland Garros, com Alexander Zverev e Flavio Cobolli na final, ou com Maja Chwalinska e Diana Shnaider, que fizeram uma belíssima semi.

Este US Open, por enquanto, caminha para ter mais favoritas nas fases finais, o que pode resultar em jogos extremamente pesados, já que Sabalenka, Rybakina, Pegula e Gauff disputam também a liderança do ranking. Todas têm chance de terminar o torneio como número 1 do mundo.

Já é possível imaginar Rybakina enfrentando Iga Swiatek nas quartas de final, com a liderança em jogo (a cazaque garante o número 1 se chegar à semi). Ou, quem sabe, uma semi entre Pegula e Sabalenka. Ou ainda uma final entre Sabalenka/Pegula e Gauff valendo o topo do mundo (se Rybakina perder cedo, claro).

Ainda é cedo, mas até o momento, o US Open feminino vem caminhando para entregar muito nas fases decisivas. Será?

- Sabalenka vem fazendo um belo torneio. Passou por Osorio e Iatcenko sem perder sets. Na segunda rodada, cedeu apenas dois games. Sacou bem e foi extremamente agressiva. Sinais importantes para uma Aryna que vem (ou vinha?) em seu momento mais inconsistente desde que assumiu a liderança do ranking.

- Gauff ainda entra em quadra nesta quinta para fazer uma segunda rodada dura contra Paula Badosa, mas vem jogando um tênis bastante sólido e, sobretudo, sacando muito bem.

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

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