Ministério Público da França investiga possível conflito de interesses envolvendo presidente do PSG
Considerado um dos homens mais poderosos do futebol europeu na atualidade, Nasser Al-Khelaifi entrou na mira do Ministério Pública (MP) da França, que apura possível conflito de interesses envolvendo o presidente do PSG e da Associação de Clubes Europeus (EFC) .
O motivo da apuração tem a ver com o fato de que, além de comandar o clube e a entidade, o executivo também preside do BeIN Media Group , rede estatal sediada em Doha, no Catar, que se tornou um dos maiores detentores de direitos esportivos no planeta.
A rede do Oriente Médio opera em 43 países, distribuídos em cinco continentes, contando com 55 milhões de assinantes ao redor do mundo.
O BeIN detém exclusividade, em alguns mercados, das transmissões das principais competições de futebol da Europa, incluindo Champions League, LaLiga, Premier League e Ligue 1 .
É justamente o contrato de longa duração com a Liga Francesa de Futebol (LFP) , firmado em 2024, que motivou a investigação contra Al-Khelaifi.
O procedimento, que ainda está na fase preliminar, apura se o executivo utilizou de sua enorme influência para forçar os demais clubes a aceitarem um contrato economicamente menos vantajoso com o canal que ele próprio comanda, em vez de buscarem opções mais lucrativas.
Naquele ano, a BeIN Sports garantiu a transmissão de uma partida semanal da Ligue 1 por € 100 milhões, em um contrato que é considerado um dos piores já firmados pela LFP, na área de direitos audiovisuais.
A meta inicial da entidade era faturar € 1 bilhão no novo ciclo de transmissão. Com a saída de grandes concorrentes como o Canal+ da licitação (num momento de forte debandada de astros do campeonato), a organização esportiva foi obrigada a aceitar ofertas bem menores, como a do DAZN, que paga € 400 milhões para exibir oito jogos ao vivo por rodada.
Dessa forma, os direitos de mídia da Ligue 1 rendem atualmente € 500 milhões, metade do pretendido pela LFP.
Defensores do executivo alegam que os € 100 milhões que a BeIN Sports paga por um jogo semanal ajudaram a salvar os clubes franceses de dificuldades financeiras ainda maiores, num cenário em que nenhum outro canal se dispunha a adquirir essa propriedade.
Sem a entrada da rede do Catar, a LFP teria de se contentar apenas com os € 400 milhões do DAZN.
O advogado de Al-Khelaifi, Renaud Semerdjian, declarou à AFP que seu cliente “sempre agiu de maneira independente, imparcial e objetiva”. Ele negou irregularidades nas negociações dos direitos de mídia da Ligue 1.
“As alegações feitas contra o sr. Nasser Al-Khelaifi são infundadas, nem legais nem factualmente”, afirmou o profissional.
Em um passado recente, o executivo conseguiu se esquivar de problemas na Justiça, como na acusação feita pelo MP da Suíça contra ele, por suposto suborno a dirigentes da Federação Internacional de Futebol (Fifa) .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em maquinadoesporte.com.br — o conteúdo pertence a Máquina do Esporte.