Djokovic diz em documentário que não precisava de vacina: 'Estava imune'
Novak Djokovic voltou a defender, em um documentário do Prime Video, que não se vacinou contra a covid-19 por acreditar que não precisava e que sua deportação da Austrália em 2022 teve motivação política.
O Prime Video lançou nesta quinta-feira (20) o documentário "Novak Djokovic: O Lobo no Inverno", que revisita a carreira e as polêmicas do tenista sérvio. O filme é apresentado como um retrato da vida do atleta, hoje com 39 anos, e retoma o debate sobre sua decisão de não se vacinar durante a pandemia.
No longa, Djokovic afirma que não viu motivo para tomar a vacina e diz que já tinha imunidade após ter contraído o vírus. "(Não me vacinei) Porque eu não precisava disso. Por que eu deveria tomar a vacina? Eu sou saudável. Eu sou um atleta. Eu peguei coronavírus. Eu estava imune. Eu não era uma ameaça mais", diz.
O tenista também relaciona a decisão a um direito individual e afirma que se sentiu pressionado por regras sanitárias adotadas em vários países. "Não tinha qualquer razão para eu me vacinar. É a minha liberdade de escolha, esse direito fundamental que você tem como ser humano neste planeta, a liberdade de escolha, que foi tirada de muitas pessoas", completa.
Djokovic sustenta que o público não conhece os detalhes do caso australiano e diz que a deportação não ocorreu apenas por ele não estar vacinado. "Noventa e nove por cento das pessoas não sabem o que realmente aconteceu - elas acham que eu fui deportado da Austrália porque eu não estava vacinado, e isso não é verdade. Para viajar para a Austrália, você tinha que estar vacinado ou, se não estivesse vacinado, tinha que apresentar evidências de que teve covid nos seis meses anteriores. Eu não estava vacinado, mas tive covid duas vezes nesses seis meses, então eu era elegível", afirma.
O documentário também mostra um desacordo com a mulher, Jelena, sobre um post nas redes sociais antes da viagem para o Australian Open. "Então eu consegui a isenção especial. Eu disse para minha esposa que queria postar isso no meu Instagram antes de eu sair. E ela disse: 'Não há razão para postar isso. Você pode só postar que está, sabe, partindo para a Austrália, e que está animado para ir, e é isso'", relata Djokovic.
Djokovic recebeu no fim de 2021 uma isenção médica para disputar o Australian Open de janeiro de 2022, sob a justificativa de recuperação recente da covid-19. A autorização foi concedida por dois painéis médicos e pela federação australiana de tênis.
Ao desembarcar em Melbourne, a autoridade de fronteira considerou a isenção inválida, cancelou o visto e levou o atleta para detenção de imigração. Ele chegou a ser liberado após vencer uma disputa judicial por questões processuais, mas o então ministro de Imigração, Alex Hawke, cancelou o visto novamente alegando interesse público, e a deportação foi mantida por um tribunal federal em 16 de janeiro.
O sérvio diz que o contexto de restrições no país pesou na decisão e afirma que virou um alvo por causa de sua visibilidade. "A Austrália foi um dos países que teve o maior lockdown.
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