Lulinha é meu amigo antes de Lula ser presidente, diz Roberta Luchsinger
Em entrevista ao portal g1, a empresária Roberta Luchsinger afirmou que sua relação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é de amizade antiga, antes de Lula voltar à Presidência. Ela também disse que buscou apoio do então chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, para discutir uma proposta sobre canabidiol.
Investigada pela Polícia Federal (PF) sob suspeita de tráfico de influência, Roberta diz que a proximidade com Lulinha não envolveu pedidos ao presidente nem vantagens para abrir portas no governo. "Eu e Fábio somos amigos. Muito amigos. Renata, esposa dele, [é] minha melhor amiga. Já tivemos intenção de fazermos coisas juntos fora do âmbito público, porém, sabemos que qualquer coisa que ele faça sempre será mal vista. Fábio é meu amigo antes de o pai ser presidente", afirmou ao g1, por mensagem, ontem.
Roberta afirmou que poderia ter citado o tema do canabidiol diretamente a Lula por meio do filho, mas diz que não fez esse tipo de pedido. "Eu poderia ter falado: 'Fábio, mostra aí para seu pai essa questão do canabidiol, como o Brasil está atrasado. Ele é meu amigo, eu poderia ter pedido. Nunca pedi. Porque, como amiga, sei que, primeiro, ele não faria, e segundo, é algo muito técnico", disse.
Sobre as conversas com Marcola, a empresária afirmou que procurou apoio para que o assunto fosse acompanhado, mas diz que reconhece erro na abordagem. "Ter apoio [era o objetivo das conversas com Marcola]. Talvez erro meu de pedir apoio. Ingenuidade. Bobeira", disse Roberta
Ela também negou que tenha feito pagamentos em troca de ajuda do ex-chefe de gabinete e disse que a relação com ele era pessoal. "Não fiz pagamentos ao Marcola. Eu ajudei um amigo. Óbvio, eu deveria ter sido atenta ao fato de ser ele chefe de gabinete do presidente. Mas é covardia 'linkar' uma coisa na outra. Marcola é meu amigo. Eu sou uma pessoa amiga dos meus amigos. Se eu sei que precisam e posso ajudar, eu ajudo", afirmou.
Roberta é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) ao lado de Lulinha. As investigações são sobre suspeitas de tráfico de influência, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Até o momento, a PF não apontou se algum contrato foi assinado com o poder público, e o Ministério da Saúde já afirmou que isso não aconteceu.
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