Nelson Wilians virou arroz de festa em inquéritos ruidosos
Em condições normais, advogados entram nas investigações criminais como defensores de clientes encrencados. Ocorre algo diferente com Nelson Wilians. Ele passou a frequentar os inquéritos no camarote dos investigados. Faz o gênero arroz de festa. Marca presença em algumas das mais ruidosas investigações.
Nesta quinta-feira, o doutor voltou a receber a visita dos rapazes da Polícia Federal. Dessa vez, teve os endereços vasculhados porque é suspeito de liderar um esquema de lavagem de dinheiro de bets no exterior. Além de autorizar 17 mandados de busca e apreensão, a Justiça ordenou o bloqueio de R$ 1 bilhão em bens.
No mês passado, Wilians havia sofrido outra batida policial no âmbito de inquérito que apura a comercialização de créditos falsos de ICMS em São Paulo e no Paraná. É investigado também no escândalo do INSS. A PF o vincula a Maurício Camisotti, um dos operadores do assalto contra os aposentados. Os investigadores seguem o rastro de R$ 4,3 bilhões que um relatório de inteligência associou ao escritório de Wilians.
O doutor vem negando todas as acusações. Pode ser que tudo não passe de um lote de coincidências conspirando contra um advogado inocente e fazendo-o parecer um delinquente. Não parece lógico nem provável. Mas um bom advogado sempre poderá fazer uma petição questionando a lei das probabilidades.
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