Sob pressão, pastor presbiteriano deixa cargo após acusação de assédio
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O reverendo Arival Dias Casimiro deixou o cargo de pastor titular da IPP (Igreja Presbiteriana de Pinheiros) depois de fechar um acordo na Justiça trabalhista com uma ex-funcionária que o acusou de assédio e abuso espiritual.
A decisão ocorre após questionamentos na comunidade presbiteriana sobre sua permanência à frente de uma das igrejas mais influentes da IPB (Igreja Presbiteriana do Brasil), onde o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça também é pastor.
"Ciente dos fatos, o reverendo Arival, em respeito à família e à IPP, resolveu pedir licença em comum acordo com o conselho", diz a assessoria de imprensa contratada pela IPP.
Casimiro foi procurado por telefonema e mensagens no início da tarde deste domingo (13), mas não respondeu até a publicação deste texto.
A mulher que o denunciou trabalhava na Junta Missionária de Pinheiros, braço da denominação. Ela abriu um processo em maio de 2025 e topou encerrá-lo por meio de um acordo entre as partes. A IPP, em nota divulgada aos seus membros, reconheceu que o pastor enviou mensagens "inoportunas, inadequadas e infelizes" a ela.
Disse ainda que o caso foi "apurado no ambiente eclesiástico" e que o pastor, depois de admitir "a inconveniência das mensagens" e pedir perdão, foi alvo de "medida disciplinar", sem especificar qual. Afirmou também que houve "acordo homologado pela Justiça do Trabalho, sem sentença de mérito e sem reconhecimento de prática de assédio" —essa frase em particular incomodou membros da igreja, que viram aí uma postura leniente com Casimiro.
Até a publicação deste texto, não havia sido informado o período do afastamento, nem se a decisão é temporária ou definitiva. Também não estava esclarecido se o pastor continuará exercendo alguma função na igreja enquanto isso.
Segundo o relato apresentado pela ex-funcionária à Justiça do Trabalho, Casimiro ia diariamente até sua mesa de trabalho para abraçá-la, acompanhando gestos de elogio e piadas que ela considerava excessivos. Ele também teria feito comentários sobre sua aparência, sugerindo repetidamente que usasse maquiagem e roupas mais curtas para chamar mais atenção.
Em uma ocasião, conforme depoimento da ex-funcionária reproduzido na ação, o pastor teria dito, diante de colegas de trabalho dela, que ainda se casaria com ela.
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Em uma das conversas anexadas ao processo, a funcionária comunica ao pastor lançamentos financeiros previstos. Ele muda de assunto e diz que existem coisas que não consegue falar por mensagem, apenas pessoalmente e em particular.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.