Brasil articula cadeia regional de minerais críticos com Mercosul
O Brasil iniciou uma articulação para ampliar a integração das cadeias produtivas de minerais críticos entre os países do Mercosul e o Chile, com foco em insumos considerados estratégicos para a transição energética.
Um acordo de cooperação técnica assinado entre o MME (Ministério de Minas e Energia) e a CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe) prevê a realização de estudos para identificar oportunidades de integração regional, agregação de valor e aumento da competitividade do setor mineral.
A cooperação terá duração inicial de 12 meses e será não reembolsável.
Na prática, o trabalho deverá construir um diagnóstico sobre como os recursos minerais e as capacidades produtivas existentes nos países da região podem ser conectados em cadeias produtivas comuns.
Leia Mais Alcolumbre determina avanço do PL dos minerais críticos no Senado Flávio quer acelerar licenciamento e ampliar crédito para minerais críticos Congresso vê PL dos minerais críticos “destravado” e votação até setembro Entre as ações previstas está o mapeamento do potencial mineral do Mercosul e do Chile.
O estudo também deverá projetar a demanda global por minerais estratégicos ligados à transição energética até 2050.
A iniciativa busca identificar oportunidades de cooperação em diferentes etapas da cadeia, incluindo tecnologia, produção e regulação.
A intenção é avaliar não apenas onde estão os recursos minerais, mas também possibilidades de processamento e agregação de valor dentro da própria região.
O acordo prevê ainda a criação de uma base regional de dados minerais e a elaboração de um estudo comparativo dos marcos regulatórios dos países envolvidos.
A análise poderá apontar diferenças nas regras nacionais e obstáculos para a formação de cadeias produtivas que envolvam mais de um país.
Outro produto previsto é uma carteira preliminar de projetos estratégicos, que deverá reunir oportunidades identificadas ao longo dos estudos.
Também serão realizadas oficinas técnicas para discutir, validar e consolidar os resultados dos trabalhos.
A estratégia ocorre em meio ao esforço do Brasil para ampliar a participação do país nas cadeias globais de minerais críticos e reduzir a concentração da atividade apenas na extração e exportação de matérias-primas.
Nos últimos anos, minerais utilizados em baterias, redes elétricas, veículos elétricos, geração renovável e outras tecnologias passaram a ocupar espaço crescente nas políticas industriais e de segurança econômica de grandes economias.
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