Caso Lucas Lopes: homem preso por morte de advogado confessa o crime em Mogi Mirim
Suspeito de matar advogado Lucas Lopes, de 30 anos, escondeu o rosto ao chegar na delegacia Reprodução/EPTV O homem preso suspeito de matar o advogado Lucas Silva Lopes, de 30 anos, confessou o crime.
A informação foi confirmada à EPTV, afiliada da TV Globo, pelo delegado responsável pelo caso.
A prisão aconteceu na última sexta-feira (14), em Mogi Mirim (SP), cerca de duas semanas depois de o corpo de Lucas ser encontrado.
O suspeito, que tem cerca de 30 anos, teve a prisão divulgada pela Polícia Civil nesta segunda-feira (17).
A identidade dele e a motivação do crime ainda não foram informadas pelas autoridades.
Lucas foi encontrado morto no dia 2 de agosto, em uma estrada de terra na zona rural de Mogi Mirim, perto do Distrito Industrial Luiz Torrani.
Ele estava nu, em posição fetal, com ferimentos no rosto e um tecido amarrado ao pescoço e ao corpo.
Perto dali, o carro do advogado também foi localizado completamente queimado.
Por causa das circunstâncias em que o corpo foi encontrado, a Polícia Civil passou a investigar, inicialmente, a possibilidade de um crime de ódio.
Na época, familiares e conhecidos disseram que Lucas não tinha histórico de brigas ou conflitos.
O tio dele, Igor Luis de França Silva, contou que a família procurava imagens de câmeras de segurança para tentar reconstruir os últimos passos do advogado.
Luta pelos direitos de PCDs Lucas tinha paralisia cerebral e era conhecido pela atuação na defesa dos direitos das pessoas com deficiência.
Mestre em direitos humanos pela Universidade de São Paulo (USP), ele também fazia doutorado na instituição e sonhava em se tornar promotor de Justiça.
Inscrito na subseção da OAB Campinas desde 2020, Lucas fazia parte das comissões de Direitos Humanos e dos Direitos das Pessoas com Deficiência.
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