Disputa de R$ 1,4 milhão entre previdência de Campo Grande e Banco Master tem prazo para provas encerrado; entenda o caso
Termina prazo para Prefeitura de Campo Grande e Banco Master apresentarem provas Terminou nesta semana o prazo para que o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) e o Banco Master apresentem novas provas na ação judicial que envolve R$ 1,4 milhão.
De um lado da disputa, o instituto previdenciário tenta reaver o dinheiro público investido na instituição financeira.
Do outro, o banco cobra o repasse das parcelas de empréstimos consignados que foram descontadas dos salários dos servidores municipais de Campo Grande, mas não foram repassadas à instituição. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Até o fechamento desta reportagem, o IMPCG informou que ainda não havia sido notificado ou intimado sobre o prazo para apresentação de novas provas.
O Banco Master não retornou os contatos.
Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande Polícia Federal Como começou o impasse? Em abril de 2024, o IMPCG aplicou R$ 1,2 milhão no Banco Master por meio de um Certificado de Depósito Bancário (CDB) — modalidade em que o banco recebe o dinheiro e o devolve corrigido com juros na data do vencimento.
No caso do IMPCG, o resgate do valor estava previsto apenas para 2029.
Contudo, após suspeitas sobre a aplicação, a Prefeitura de Campo Grande acionou a Justiça para tentar antecipar o resgate e evitar prejuízos aos cofres públicos.
Como garantia, o Executivo municipal decidiu suspender o repasse mensal das parcelas de empréstimos consignados dos servidores ao Banco Master.
O objetivo foi realizar uma "compensação judicial".
A Justiça Estadual acatou o pedido da prefeitura e determinou o depósito judicial de R$ 1.427.697,59 (valor do investimento já corrigido).
O Banco Master recorreu da decisão, mas o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) manteve o bloqueio dos valores.
"Como se trata de verba pública e de contribuições previdenciárias, nós entendemos por bem entrar com um procedimento judicial para que esse valor fosse compensado com valores que deveriam ser repassados para o Banco Master", explica Adrianne Lobo, procuradora-geral do Município.
Segundo a procuradora, o papel da prefeitura nos empréstimos consignados é apenas reter o valor na folha de pagamento do servidor e repassar ao banco contratado.
"O que nós fizemos foi antecipar uma compensação", afirma.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.