MP aciona Justiça para evitar desabamento de igreja do século 18 no interior do TO
Igreja histórica corre riscos com estrutura em deterioração O Ministério Público do Tocantins (MPTO) entrou com uma ação civil pública para impedir o desabamento da Igreja Matriz de Nossa Senhora de Sant'Ana, em Chapada da Natividade.
O órgão acionou judicialmente a Paróquia Nossa Senhora de Sant'Ana, proprietária do templo, e a Prefeitura de Chapada da Natividade, apontando que ambos têm responsabilidade pela conservação do templo, tombado por lei municipal desde 2011.
Construída no século 18, a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Sant'Ana é considerada um dos mais importantes patrimônios históricos de Chapada da Natividade.
A edificação, erguida com técnicas tradicionais de taipa e adobe, preserva vestígios do período colonial e da escravidão.
Em caráter liminar, o MPTO pede que a Justiça determine a instalação de uma cobertura provisória impermeável e o reforço dos escoramentos nas paredes e demais elementos remanescentes da construção, para evitar o colapso da estrutura. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O órgão também solicitou medidas para proteger a edificação enquanto o processo tramita e pediu que todos os materiais históricos que se desprenderam da estrutura sejam preservados e catalogados, incluindo elementos arquitetônicos e tijolos de adobe, para que possam ser reaproveitados durante a restauração.
Em nota, a Diocese de Porto Nacional e a Paróquia Nossa Senhora de Sant'Ana informaram que já se reuniram com a Prefeitura de Chapada da Natividade, em 22 de julho de 2026, para definir um cronograma de ações e buscar recursos junto aos governos Federal e Estadual (leia a íntegra da nota abaixo).
LEIA MAIS Igreja construída no século 18 no TO corre risco de desabar, e MPTO recomenda medidas Igreja do século 18 cai após dias de chuva em Chapada da Natividade: 'Perdendo um pedaço da história' Igreja Matriz de Nossa Senhora de Sant'Ana em Chapada de Natividade Divulgação/MPTO Em julho deste ano, o órgão expediu uma recomendação orientando a adoção de providências para preservar o imóvel.
Conforme o MPTO, um levantamento elaborado por uma arquiteta da prefeitura em 2025 estimou o custo das obras de restauração em R$ 1.026.339,40.
Segundo a Diocese, a entidade também buscou apoio técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já que a obra exige conhecimentos especializados e investimentos elevados.
O prefeito Elio Dionizio de Santana informou ao g1 que o escoramento da estrutura foi realizado e que a prefeitura não tem condições de arcar com os custos da reforma.
Segundo o Ministério Público, os escoramentos que já foram instalados não são suficientes para eliminar o risco de desabamento da edificação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Tocantins.