Megaobra de R$ 25 bilhões ocupa uma área de 3 km por 2 km no interior do Brasil e constrói a maior fábrica de celulose em etapa única do mundo, capaz de produzir 3,5 milhões de toneladas por ano
O projeto industrial chama atenção pela escala da área ocupada e pela capacidade prevista
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Uma área industrial de quilômetros de extensão está mudando rapidamente a paisagem do interior brasileiro. Galpões, caldeiras, linhas de processo e estruturas metálicas ocupam um canteiro que chega a cerca de 3 km por 2 km . O empreendimento reúne investimento próximo de R$ 25 bilhões e foi planejado para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano .
A obra é o Projeto Sucuriú, da Arauco, em Inocência, Mato Grosso do Sul. O complexo fica a cerca de 50 km da área urbana e concentra a maior operação industrial já construída pela companhia.
A Arauco informa investimento de US$ 4,6 bilhões , valor que ficou próximo de R$ 25 bilhões nas conversões usadas na fase de lançamento da obra. A produção deve começar no 4º trimestre de 2027 .
O Sucuriú já passou da metade da implantação e entrou forte na montagem eletromecânica. No balanço do 1º trimestre, a Arauco informou avanço geral de 62,1% em 30 de abril de 2026, cerca de 6,8 pontos percentuais à frente do cronograma.
O relatório corporativo da Arauco também registrou mais de 12 mil trabalhadores no local ao fim do trimestre:
O complexo reúne a linha de fibras, secagem, recuperação química, geração de energia e sistemas de água e efluentes. Esses blocos trabalham conectados para transformar madeira de eucalipto em celulose pronta para transporte.
A classificação vem da combinação entre capacidade e construção em uma única etapa. A documentação corporativa da Arauco descreve o Sucuriú como a maior fábrica do mundo construída em uma única fase.
O projeto depende de uma nova cadeia ferroviária e florestal além dos limites da fábrica. Em fevereiro de 2026, a Arauco lançou a pedra fundamental de uma ferrovia própria para conectar a planta à malha da Rumo.
A operação também exige centenas de milhares de hectares de eucalipto e uma rota contínua até o Porto de Santos. Isso explica por que o Sucuriú não é apenas um prédio industrial: a fábrica puxa uma rede de energia, ferrovia, florestas e logística construída para mover milhões de toneladas todos os anos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.