Sánchez diz que controle fronteiriço do Marrocos 'falhou' em Ceuta
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, atribuiu nesta terça-feira (22) a recente crise migratória no enclave norte-africano de Ceuta a uma falha nos controles fronteiriços do Marrocos.
Mais de 70.000 migrantes entraram em massa em Ceuta entre 30 e 31 de julho. A maioria retornou ao Marrocos nas horas seguintes.
No entanto, vários milhares permanecem no enclave espanhol, onde a situação se deteriorou, com episódios de violência e manifestações quase diárias de moradores.
"Estamos investigando o que aconteceu naqueles dias de julho, mas, ao mesmo tempo, pedimos ao Marrocos que aja e também que dê respostas, porque é evidente que seu controle fronteiriço falhou", afirmou Sánchez em inglês durante uma entrevista à CNN, em Nova York.
Em um discurso no Parlamento em 3 de setembro, Sánchez afirmou que Madri precisava pedir às autoridades marroquinas "explicações e mudanças" para evitar que uma situação semelhante se repita.
Segundo um relatório da polícia espanhola ao qual a AFP teve acesso, o número de policiais marroquinos na passagem da fronteira era "claramente menor do que o habitual".
Desde então, o governo espanhol identificou milhares de migrantes que permanecem em Ceuta para determinar se eles têm direito a solicitar asilo. Os menores desacompanhados não podem ser deportados sumariamente.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.