Taxas do Tesouro aceleram ao maior nível desde o pós-eleição, com exterior e fiscal
As taxas dos títulos prefixados de prazo mais longo do Tesouro Direto seguem em alta nesta quinta-feira (29).
Na atualização das 13h, o Tesouro Prefixado 2032 passou de 15,32% ao ano no fechamento de quarta-feira (28) para 15,40%, alta de 8 pontos-base.
É o maior nível desde o fechamento de segunda-feira (26) , primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , quando o título pagava 15,50%.
O Prefixado com Juros Semestrais 2037 subiu 6 pontos-base, de 15,17% para 15,23%, e já supera os 15,19% do fechamento de segunda.
Na ponta mais curta, o Prefixado 2029 recuou 2 pontos-base, para 14,93%.
Entre os títulos atrelados à inflação , as altas são menores, de até 5 pontos-base.
O IPCA+ com Juros Semestrais 2060 passou de 7,36% para 7,41%, e o IPCA+ 2050, de 7,21% para 7,24%.
Considerando aberturas e fechamentos, são os maiores níveis desde a abertura de segunda.
O IPCA+ 2032 ficou estável, em IPCA + 7,93%.
O movimento dá sequência à alta de quarta , quando os prefixados subiram até 31 pontos-base e devolveram parte da queda de terça-feira (27) .
Na quarta à tarde, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manteve os juros na faixa de 3,75% a 4% ao ano, como esperado.
A decisão, porém, não foi unânime.
Dois dos 12 membros com direito a voto, Lisa Cook e Beth Hammack, defenderam uma alta de 0,25 ponto percentual.
“Os dois votos dissidentes mostram que parte do Fed já defende novo aperto”, afirma Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.
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