Jota Quest se equilibra bem no balanço de Tim Maia em álbum com groove, energia boa, reverência, raridades e hits
Capa do álbum 'Jota Quest & Tim Maia – Dance enquanto é tempo' Divulgação ♫ CRÍTICA DE ÁLBUM Título: Jota Quest & Tim Maia – Dance enquanto é tempo Artistas Jota Quest e Tim Maia Cotação: ★ ★ ★ 1/2 ♬ Nos aplicativos de áudio desde a noite de quinta-feira, 27 de agosto, o álbum “Jota Quest & Tim Maia – Dance enquanto é tempo” é um disco em que o grupo mineiro de soul pop canta o repertório do cantor carioca com o próprio Tim Maia.
Voz fundamental na construção do universo do funk e soul brasileiros, em movimento feito entre o fim da década de 1960 e o início dos anos 1960, Sebastião Rodrigues Maia (28 de setembro de 1942 – 15 de março de 1998) pavimentou caminho seguido pelo Jota Quest há 30 anos.
Sintomaticamente, o ponto de partida da trilha de sucesso da banda de Rogério Flausino (voz), Marco Túlio Lara (guitarra), Marcio Buzelin (teclados), PJ (baixo) e Paulinho Fonseca (bateria) foi o lançamento da segunda versão do álbum “J.
Quest” (1996), editada em 1996 com regravação de funk de autoria de Tim e Paulo Ricardo, “Dance enquanto o tempo” (1976), lançada 20 anos antes por Tim.
Três décadas depois daquele disco de 1996, a música “Dance enquanto o tempo” reaparece no título – mas não no repertório – do álbum lançado pelo Jota Quest neste ano de 2026, lembrando o vínculo do quinteto com Tim Maia.
Neste álbum de 2026, valorizado pela azeitada produção musical de PJ, baixista da banda, o Jota Quest se escora em Tim Maia.
Em maior ou menor grau, a voz do cantor é ouvida em dez das 16 músicas do álbum, o que justifica o nome de Tim Maia aparecer no título.
A rigor, trata-se quase de um trabalho conjunto, que une postumamente a banda com o ator com o aval do filho de Tim, Carmelo Maia, creditado como coprodutor.
Como o primeiro single do álbum sinalizou em 4 de dezembro do ano passado, há quase nove meses, ao apresentar a gravação do funk-disco “Acenda o farol” (1978) o Jota Quest canta Tim Maia – com ou sem o cantor – com extrema reverência, várias vezes na fronteira do cover, como comprova a abordagem da balada “Você” (1969).
Ainda assim, seria injusto negar os méritos de álbum calcado na exuberância do groove dessa banda formada por grandes instrumentistas, músicos cujo virtuosismo que salta aos ouvidos com a mixagem de João Milliet e a masterização de Chris Gehringer, ambas primorosas.
Seja mergulhando com a rapper Negri Li na vibe festiva de “O descobridor dos sete mares” (Michel e Gilson Mendonça, 1983), seja caindo com o próprio Tim Maia no samba-soul “Gostava tanto de você” (Edson Trindade, 1973), o Jota Quest se equilibra bem no balanço do Síndico.
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