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Como seis meses de guerra no Irã abalaram mercado de petróleo, preço dos combustíveis e ações

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Como seis meses de guerra no Irã abalaram mercado de petróleo, preço dos combustíveis e ações

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Depois que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro, o preço do petróleo disparou, os juros subiram e as ações despencaram. Em uma semana, os motoristas americanos já pagavam 34% a mais pela gasolina, conforme o fluxo de energia do golfo Pérsico era interrompido.

Seis meses depois, a guerra entrou em um frágil compasso de espera. O petróleo está sendo escoado, mas em menor quantidade, e os preços dos combustíveis continuam altos.

Os navios seguem circulando, porém em número menor do que antes da guerra e por rotas diferentes. Os investidores em ações e títulos voltaram sua atenção —em sua maioria— para outras questões.

A US$ 89 o barril, o petróleo custa 23% mais do que antes da guerra, o que levou a uma alta generalizada de preços de todo tipo de produto.

Mas, se seis meses atrás alguém tivesse pedido à maioria dos executivos do setor de energia que previssem os preços do petróleo após um conflito tão prolongado em torno do estreito de Hormuz , eles teriam escolhido um valor muito mais alto.

A economia global mostrou uma capacidade surpreendente de se virar sem toda a energia que antes comprava do golfo Pérsico, uma das regiões produtoras de petróleo mais importantes do mundo.

Há algumas razões para isso. Países altamente dependentes do petróleo do Oriente Médio reduziram o consumo. O governo Trump e outras nações usaram reservas estratégicas de petróleo.

Empresas de todo o continente americano extraíram mais petróleo que o esperado, e muitas das que operam no golfo encontraram formas de exportá-lo apesar dos riscos de atravessar o estreito. E, em uma medida que poucos previram, a China —normalmente a maior importadora de petróleo do mundo— reduziu drasticamente suas compras .

O rumo dos preços dependerá, entre outros fatores, de quanto tempo os EUA e o Irã continuarão interferindo no tráfego pelo estreito e de a China voltar ou não a importar mais petróleo.

Por enquanto, porém, o mercado parece estar se acomodando a uma nova realidade. A maior preocupação é que as guerras —no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia— tenham paralisado refinarias, deixando o mundo com menor capacidade de transformar petróleo em gasolina e diesel e tornando esses combustíveis muito mais caros.

A alta do petróleo se traduz em combustíveis mais caros, e o salto no custo da gasolina talvez seja o efeito mais visível da guerra para os consumidores americanos. O preço médio nacional da gasolina comum nos EUA, de US$ 4,09 por galão nesta sexta-feira (28), subiu 38% desde o início da guerra, segundo o clube automobilístico AAA.

Os preços estão subindo principalmente devido ao encarecimento do petróleo bruto, que representa cerca da metade do preço de varejo nas bombas, conforme a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos.

Impostos, custos de transporte e lucros dos postos de combustível compõem grande parte do restante, mas os efeitos não se distribuem de maneira uniforme: a gasolina custa, em média, US$ 5,65 por galão na Califórnia, ante US$ 3,63 no Texas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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