CBF estuda tirar espaço da Copinha e criar novo torneio para a base
A CBF estuda mudanças no calendário da base e uma delas pode ser tirar espaço da Copinha. O tradicional torneio é organizado pela Federação Paulista e ocupa o mês de janeiro quase todo — tendo a final sempre no dia 25, aniversário de São Paulo.
Atualmente, a CBF apoia a competição e deixa o espaço aberto no calendário da base para que ela aconteça. Mas a discussão na entidade caminha para uma mudança em relação a isso, culminando também com a criação de uma nova competição.
O debate faz parte das conversas entre membros de peso do grupo de trabalho sobre a base do futebol brasileiro — mas ainda não foi levado a um foro mais amplo.
O UOL apurou que a CBF está ciente e disposta a avançar com a ideia. Ela não irá recomendar (e nem tem poderes para isso) o fim do torneio, mas montaria um calendário como se a Copinha não estivesse ali.
O efeito disso? Usar o espaço no calendário para outras finalidades: ter um período mais amplo e definido de férias e pré-temporada, espaçar mais a tabela de torneios como Brasileirão Sub-20 e também acomodar a nova competição de base.
A ala que critica a Copinha nos bastidores menciona, entre outros pontos, questões relacionadas ao critério de participação. Não há no regulamento da competição uma definição direta sobre participação.
Há convites feitos pela Federação Paulista: ela distribui as vagas pelos estados e delega às outras federações os critérios para participação de times de fora.
Mesmo com convite em mãos, a participação na Copinha não é obrigatória na estrutura da base. O Flamengo, por exemplo, ficou fora este ano, já que usou o time sub-20 para as rodadas iniciais do Carioca, enquanto o grupo principal estava de férias após o Intercontinental da Fifa.
Tratada como uma vitrine histórica para jogadores, a disputa conta com 128 clubes. A edição de 2026 envolveu 23 estreantes. A Federação Paulista costuma fazer reuniões em busca de melhorias para o torneio.
O dinheiro da competição vem da venda de direitos de transmissão, patrocínios e parcerias com prefeituras do estado, que custeiam logística e acomodação.
Ao mesmo tempo que a CBF se coloca disposta em tirar o apoio à Copinha, a entidade estuda a criação de um novo torneio.
A proposta que tem sido amadurecida no âmbito do grupo de trabalho será encaminhada à CBF e bate na tecla de que é preciso montar uma competição nacional para a base que se espalhe mais pelo país.
A distribuição de vagas seria feita com base em um ranking atualizado anualmente, sem a política de convites.
O modelo de participação para os clubes envolveria o desempenho em competições estaduais e nacionais sub-20, demandando também requisitos de infraestrutura, qualificação do corpo técnico e o certificado de clube formador.
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