Meta é condenada a pagar US$ 25 bi por enganar usuários sobre privacidade de dados
A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, foi condenada nesta quarta-feira (21) a pagar US$ 25 bilhões por enganar usuários sobre suas práticas de privacidade de dados.
A decisão foi proferida pelo juiz Francis J.
Mathew, do Tribunal Distrital Estadual de Santa Fé, no Novo México, e decorre de um processo movido pelo estado em 2021, ligado ao escândalo da Cambridge Analytica , que envolveu a campanha eleitoral de Donald Trump em 2016.
Durante o processo, o júri concluiu que a empresa cometeu mais de 43 milhões de violações das leis estaduais de proteção ao consumidor, ao apresentar declarações falsas ou enganosas sobre privacidade, acesso de terceiros a dados pessoais e combate a conteúdos nocivos em suas plataformas.
Durante a audiência de fixação da pena, realizada em 1º de outubro, a advogada do estado, Randi McGinn, pediu ao juiz que fixasse o valor entre US$ 35 bilhões e US$ 40 bilhões, argumentando que esse patamar seria compatível com as garantias constitucionais de devido processo legal e com o veredicto do júri.
“Este tribunal deve falar com a Meta na única linguagem que ela entende, que é a linguagem do dinheiro e do valor de suas ações”, disse McGinn.
A Meta, por sua vez, pediu que a multa fosse limitada a US$ 3,45 bilhões, alegando que um valor maior poderia afastar outras empresas do estado e sustentando que as provas demonstraram que ela não vende dados de usuários.
O juiz fixou o valor em US$ 25 bilhões, abaixo do pedido da acusação, mas muito acima do que a empresa propôs.
A lei estadual determina que todo o dinheiro arrecadado com multas dessa natureza seja destinado ao sistema escolar do Novo México, conforme afirmou o procurador-geral do estado, Raúl Torrez, após o veredicto do júri.
O escândalo Cambridge Analytica O processo tem raízes no escândalo que abalou o Facebook em 2018, quando veio à tona que a Cambridge Analytica, consultoria política britânica, havia obtido dados pessoais de até 87 milhões de usuários da plataforma sem o consentimento deles, por meio de aplicativos de terceiros conectados à rede social.
Parte dessas informações foi usada para traçar perfis psicológicos e direcionar propaganda política, inclusive para a campanha presidencial de Donald Trump em 2016.
O Novo México acionou a Meta judicialmente em 2021, com base nas repercussões desse escândalo.
A acusação sustentou que a Meta não apenas permitiu o acesso indevido de terceiros a informações pessoais dos usuários, mas ativamente ocultou esse acesso e construiu uma imagem pública enganosa sobre suas práticas de privacidade.
O estado também alegou que a empresa tolerava discursos de ódio e outros conteúdos nocivos quando isso beneficiava seus resultados financeiros.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.