Inadimplência bate recorde e chega a 9,3 milhões de empresas
O número de empresas inadimplentes no Brasil chegou a 9,3 milhões em agosto de 2026, alta de 14,3% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian.
Eis o levantamento na íntegra (PDF – 292 kB) No período, foram registradas 68,2 milhões de dívidas, que somaram R$ 244,4 bilhões.
Em média, cada empresa inadimplente tinha 7,4 contas negativadas, com dívida média de R$ 26.355,13 por CNPJ e valor médio de R$ 3.583,96 por dívida.
MICRO E PEQUENAS EMPRESAS As micro e pequenas empresas concentravam 8,8 milhões de CNPJs negativados em agosto.
O grupo acumulava 61,4 milhões de dívidas, que somavam R$ 211 bilhões.
Em média, cada micro ou pequena empresa tinha 7 contas negativadas, com dívida média de R$ 23.902,98 e valor médio de R$ 3.435,34 por débito.
Para a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, esses negócios têm menor capacidade de absorver choques e precisam administrar simultaneamente custos operacionais, capital de giro e um ambiente econômico de crescimento mais lento.
A economista afirma que a recuperação financeira dessas empresas exige uma reorganização mais ampla do caixa, além de planejamento e gestão financeira.
SOCORRO PARA MEIs O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta 4ª feira (21.out.2026), a lei que cria o Prospera MEI .
O pacote de medidas inclui perdão de dívidas, renegociação de débitos bancários, transferência de até R$ 5.000 aos microempreendedores individuais e aumento do limite anual de faturamento.
Deve custar R$ 16,7 bilhões aos pagadores de impostos.
Para melhorar o endividamento das microempresas, o governo anunciou : Perdão de dívidas; Compra de dívidas bancárias; Pix MEI, com auxílio de até R$ 5.000; Aumento do teto do MEI; Dispensa de nota fiscal; Fomento produtivo de R$ 5 bilhões; Desenrola 3.0 : modalidade de renegociação voltada aos MEIs para reduzir dívidas com bancos privados.
O pacote foi lançado a poucos dias do 2º turno da eleição, que será no domingo (25.out.2026).
JUROS E CRÉDITO Para Camila Abdelmalack , a redução da taxa básica de juros ainda não foi suficiente para melhorar as condições financeiras das empresas.
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