Açúcar bruto sobe na bolsa ICE e fecha agosto com alta de 21,5% devido ao El Niño
Os contratos futuros de açúcar bruto na ICE subiram nesta segunda-feira (31), encerrando o mês de agosto com alta de 21,5%, à medida que os problemas climáticos relacionados ao El Niño em todo o mundo e os altos preços da energia impulsionaram o mercado.
O cacau de Nova York também subiu, registrando um aumento mensal de 22% no preço, enquanto o café arábica apresentou queda.
Não houve negociações com café robusta, açúcar branco e cacau de Londres na segunda-feira devido a um feriado bancário na Inglaterra.
O açúcar bruto fechou a sessão com alta de 0,25 centavo, ou 1,4%, a 17,81 centavos por libra-peso.
Corretores afirmaram que o mercado se recuperou após uma forte onda de vendas na sexta-feira, quando os preços caíram mais de 3%.
“A grande questão é: quem vendeu? Seria de se imaginar que foram vendas especulativas, juntamente com alguma realização de lucros após uma alta de 100 pontos na semana, que se seguiu a uma alta de 300 pontos nas três semanas anteriores”, disse o analista de açúcar e consultor do setor Michael McDougall.
Os fundamentos, no entanto, continuam em grande parte favoráveis, disse ele, com previsão de chuvas no Brasil que poderiam retardar a colheita.
A Archer Consulting afirmou em uma nota que as usinas no Brasil poderiam manter a produção de etanol em níveis mais altos por enquanto, já que os preços do biocombustível estão se recuperando.
O departamento meteorológico do país informou na segunda-feira que a Índia espera chuvas abaixo do normal em setembro, após um mês de agosto já fraco.
O cacau de Nova York fechou com alta de US$ 123, ou 1,9%, a US$ 6.771 por tonelada métrica. O mercado registrou alta de 22% em agosto.
As chegadas de cacau aos portos da Costa do Marfim, principal produtora, desde 1º de outubro totalizaram 2 milhões de toneladas métricas até 30 de agosto, um aumento de 19,6% em relação ao mesmo período da safra anterior, segundo estimativas dos exportadores divulgadas na segunda-feira.
A Costa do Marfim deve manter o preço fixo pago aos produtores de cacau por seus grãos em 1.200 francos CFA (US$ 2,14) por quilo para a safra principal de 2026/27, que começa em 1º de setembro, segundo informaram quatro fontes do setor e duas fontes do governo à Reuters.
O café arábica fechou em queda de 1,35 centavo, ou 0,4%, a US$ 3,115 por libra-peso. O arábica encerrou agosto com uma perda de 1%.
Os estoques de café arábica na bolsa ICE caíram novamente na sexta-feira, atingindo uma nova mínima em 26 anos, à medida que os corretores disputavam os escassos suprimentos em meio a preocupações de que o mercado físico permaneça restrito nos próximos meses.
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