Dólar cai a R$ 5,18 no dia, mas fecha agosto com alta de 2,16%
O dólar encerrou a segunda-feira (31) em queda de 0,32% no mercado local, cotado a R$ 5,1801, após uma sessão de oscilação moderada.
Pela manhã, a disputa pela formação da última Ptax de agosto levou a moeda a trocar de sinal e tocar a mínima de R$ 5,1615.
No acumulado do mês, porém, a divisa subiu 2,16%, depois de recuo de 1,79% em julho.
Segundo operadores, o movimento do dia refletiu acomodação da taxa de câmbio, com devolução parcial dos ganhos registrados na sexta-feira, quando o dólar chegou a R$ 5,23 e fechou abaixo de R$ 5,20.
A avaliação no mercado foi de que a volatilidade permaneceu contida, diante da realização prévia de parte dos ajustes técnicos típicos de fim de mês.
Ao longo da tarde, a moeda marcou máxima de R$ 5,1892.
Para o operador sênior Fernando Cesar, da AGK Corretora, a sessão foi dominada por ajuste, com alguma influência das novas pesquisas eleitorais, mas sem mudança significativa do cenário.
Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural Levantamento Atlas/Bloomberg mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 47,1% das intenções de voto em eventual segundo turno, contra 42,6% de Flávio Bolsonaro.
Já a pesquisa BTG/Nexus apontou empate técnico entre os dois em uma simulação de segundo turno.
Para o economista Fabrizio Velloni, o avanço da oposição tende a trazer alívio ao câmbio, diante da leitura de parte do mercado sobre a política econômica.
No exterior, o índice DXY, referência do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,29% no fim da tarde, aos 99,412 pontos, após mínima de 99,370 pontos.
O ambiente global também foi influenciado pela alta do petróleo, com o Brent para novembro superando US$ 90 por barril após a escalada de ataques no Golfo Pérsico.
Investidores também seguem atentos à política monetária dos Estados Unidos.
As taxas dos Treasuries mais longos subiram cerca de cinco pontos-base, enquanto o mercado aguarda o relatório de emprego de agosto, previsto para sexta-feira (4), para ajustar apostas sobre os juros americanos.
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