UE pede para Israel interromper plano de assentamentos na Cisjordânia
A iniciativa do governo israelense de abrir uma licitação de obras para um projeto habitacional chamado “E1”, na Cisjordânia ocupada, “prejudica fundamentalmente” a perspectiva da solução de dois Estados, afirmou a UE (União Europeia) neste domingo (23).
Em declaração da Alta Representante da UE para Assuntos Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, o bloco instou Israel a cancelar a licitação e interromper o projeto.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, juntou-se na sexta-feira (21) a países europeus para condenar os planos de abrir licitações de construção para o projeto.
Leia mais Israel avança com plano que pode impossibilitar solução de dois Estados Síria e Israel realizam negociações mediadas pelos EUA para reduzir tensões Vídeo mostra momento em que ataque aéreo israelense atinge cidade em Gaza “A decisão do governo israelense de publicar licitações de construção para o projeto de assentamento E1 é inaceitável”, disse ela em uma publicação na rede social X.
“Há muito nos opomos a essa medida”, acrescentou.
The Israeli Government’s decision to publish construction tenders for the E1 settlement project is unacceptable.
We have long opposed this step.
It undermines the two-state solution by dividing the West Bank and breaking the territorial continuity of the Palestinian… pic.twitter.com/oWUTRETYgz — Ursula von der Leyen (@vonderleyen) August 21, 2026 Israel avança com plano O governo israelense apresentou um plano de assentamentos na Cisjordânia ocupada, condenado internacionalmente, que poderia dividir o território e “enterrar” a possibilidade de uma solução de dois Estados.
O Ministério da Habitação de Israel publicou um edital convidando licitantes para a construção de mais de 1.200 unidades habitacionais em E1, perto de Jerusalém, com o objetivo de criar um bloco contínuo de assentamentos judaicos desde Jerusalém Oriental até a Cisjordânia.
O assentamento dividiria a Cisjordânia em norte e sul, impossibilitando a criação de um Estado palestino contíguo, além de separar Jerusalém Oriental – considerada a capital de tal Estado – do restante do território.
As propostas para a construção devem ser entregues uma semana antes das eleições israelenses , no final de outubro.
“Esta é uma manobra de última hora que faz parte da política de terra arrasada que o governo está implementando no final de seu mandato para garantir longos anos de conflito e derramamento de sangue para Israel”, afirmou a organização israelense Peace Now, que monitora os assentamentos, em um comunicado divulgado na terça-feira (18).
Durante anos, Israel atrasou intencionalmente qualquer planejamento ou construção na área E1 devido às fortes críticas e pressões internacionais.
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