Veja as medidas anunciadas pelo governo para frear preço dos combustíveis
O governo federal detalhou nesta sexta-feira, 9, medidas adicionais para frear os preços dos combustíveis no Brasil, em meio à disputa de segundo turno na eleição presidencial.
O conjunto envolve ampliação da desoneração da gasolina e do etanol hidratado, além de nova subvenção ao diesel.
A validade é de um mês.
Para a gasolina, a desoneração é no valor de R$ 0,89, relativos à cobrança atual de Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).
Na prática, será zerada a cobrança federal do combustível, com aumento de R$ 0,26 da desoneração que já estava em vigor (em R$ 0,63).
O impacto passa de R$ 2,1 bilhões para R$ 2,8 bilhões por mês.
Esse valor já considera o custo da desoneração do etanol, mantida em R$ 0,19 por litro.
Além de ampliar em R$ 0,26 a desoneração da gasolina A, zerando a tributação federal, o governo também elevou de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro a subvenção ao etanol.
A medida terá impacto de R$ 800 milhões no período, cerca de R$ 400 milhões acima do impacto anterior.
Por determinação legal, é necessário manter o diferencial competitivo entre etanol e gasolina.
No diesel, foi anunciada uma subvenção adicional de R$ 1,40 por litro apenas para o combustível importado.
O custo estimado é de R$ 1,6 bilhão nos próximos 30 dias.
O valor se soma à subvenção de R$ 2,12 por litro já concedida previamente – tanto importado quanto produção nacional.
Foi percebida uma subida no porcentual de diesel importado para garantir a oferta interna.
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