Petrobras prevê perfurar quatro poços na Foz do Amazonas
A Petrobras planeja gastar R$ 3,3 bilhões na perfuração de um total de quatro poços na Foz do Amazonas, conforme estimativa da empresa.
A aposta é na exploração de mais três poços para confirmar a viabilidade comercial de petróleo na região.
O valor foi informado ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), responsável pelo licenciamento do empreendimento na bacia Foz do Amazonas, em documentos enviados em julho e agosto.
Nesta sexta-feira (14), a Petrobras anunciou a presença de hidrocarbonetos no poço que está sendo perfurado, um indicativo de que pode existir petróleo na região.
Técnicos dizem que o comunicado foi genérico por ser preliminar.
O poço será avaliado, e a extensão de eventual reserva dependerá de novos poços, segundo eles.
O Ibama ainda não concedeu a autorização para a perfuração dos poços adjacentes e cobrou mais dados a respeito.
A aposta nos blocos Manga, Crotalus e PAD Morpho inclui novo navio-sonda no bloco 59, a 160 km de Oiapoque (AP).
O Morpho é explorado pelo ODN-II (NS-42), que a estatal planeja substituir pelo Amarelina Star (NS-43), segundo documentos enviados ao Ibama.
Todas essas informações precisam ser compartilhadas com o Ibama porque cabe ao órgão federal avalizar ou não as ações de expansão da busca por petróleo na costa amazônica.
A informação sobre o valor a ser gasto nas perfurações dos quatro poços, R$ 3,3 bilhões, serve de base para o cálculo da compensação ambiental a ser paga pela Petrobras, prevista em lei nos casos de empreendimentos com grande impacto.
O Ibama fixou o impacto em 0,5%, grau máximo, pela magnitude do empreendimento e riscos à biodiversidade e a áreas desconhecidas.
Com impacto de 0,5%, a compensação ambiental deve ser de R$ 16,5 milhões.
A perfuração do Morpho, segundo a Petrobras, custará R$ 842,8 milhões, o que leva a uma compensação ambiental de R$ 4,2 milhões.
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