Matocompetição: como a IA auxilia na restauração da Mata Atlântica
Área de desmatamento da Mata Atlântica no Paraná.
Foto foi feita em sobrevoo da Fundação SOS Mata Atlântica em 2023.
SOS MATA ATLÂNTICA/DIVULGAÇÃO Restaurar uma floresta não termina quando as primeiras árvores são plantadas.
Depois do plantio, começa uma etapa igualmente importante: acompanhar como a vegetação se desenvolve e como as espécies ocupam o espaço ao longo do tempo.
Em uma área em restauração, essa tarefa pode ser especialmente complexa.
Espécies desejáveis e indesejáveis crescem lado a lado, com variações de altura, tamanho, densidade e características visuais próprias, convivendo numa espécie de disputa por recursos vitais como água, luz, nutrientes e espaço conhecido na agronomia como matocompetição.
Identificar e mapear essa vegetação em grandes áreas exige tempo, recurso e muito trabalho de campo.
Mas e se fosse possível observar toda essa área a partir do céu e utilizar inteligência artificial para auxiliar no reconhecimento das espécies que compõem aquele ambiente em um determinado momento? Agora no g1 É essa possibilidade que nós, dos institutos de Agronomia e de Florestas e dos grupos de pesquisa Plantas Daninhas e Pesticidas no Ambiente e Restauração Florestal, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), estamos investigando.
Nosso trabalho é realizado em uma área de restauração da Mata Atlântica na Reserva Ecológica de Guapiaçu (Regua), em Cachoeiras de Macacu, no Rio de Janeiro.
Para concretizá-lo, recebemos financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).
Restauração florestal do bioma Mata Atlântica A Mata Atlântica é um dos biomas brasileiros mais importantes para a conservação da biodiversidade, mas passou por um longo processo de fragmentação e perda de cobertura florestal.
Atualmente, restaurar essa vegetação é uma tarefa de escala nacional.
O Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg) tem como meta recuperar pelo menos 12 milhões de hectares até 2030.
Já o pacto pela restauração do bioma prevê 15 milhões de hectares até 2050.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.