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Pesquisa com 18 mil advogados revela opiniões sobre uso de IA na advocacia

Correio Braziliense ·
Pesquisa com 18 mil advogados revela opiniões sobre uso de IA na advocacia

Uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em parceria com o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e a Universidade Stanford, ouviu 18.668 advogados brasileiros para investigar como a categoria avalia o uso e a regulamentação da inteligência artificial (IA) na prática jurídica.

Os primeiros resultados foram apresentados na noite desta segunda-feira (24/8), durante o Fórum Nacional de Inteligência Artificial na Advocacia, em Brasília.

O estudo “Governança de IA e Prática Jurídica Digital” foi desenvolvido ao longo de mais de um ano pelo Deliberative Democracy Lab, de Stanford, em parceria com pesquisadores brasileiros.

A metodologia buscou não apenas identificar a opinião dos advogados, mas também verificar se o contato com informações e o debate estruturado sobre o tema poderia alterar essas posições.

Leia mais: IA transforma gestão pública e exige adaptação, diz presidente do Correio Segundo Thamy Garcia, pesquisadora de Stanford envolvida no estudo, o trabalho partiu da ideia de que a democracia também é um processo de aprendizagem coletiva.

Por isso, os pesquisadores dividiram os participantes em grupos: enquanto parte respondeu apenas aos questionários, outra participou de sessões de deliberação, nas quais recebeu informações sobre diferentes posições e pôde discutir as propostas com outros advogados.

O processo começou com o envio de questionários a cerca de 250 mil profissionais.

Ao final, 18.668 responderam ao questionário inicial.

A partir desse universo, os pesquisadores selecionaram aproximadamente 2,9 mil advogados para participar da etapa de deliberação, buscando preservar uma representação regional da advocacia brasileira.

Parte deles participou efetivamente das discussões, enquanto outro grupo foi mantido como controle para permitir a comparação dos resultados.

Além disso, a pesquisa abordou temas como segurança e proteção de dados, ética, responsabilização, plataformas digitais, marketing jurídico, contratação de tecnologias, armazenamento de dados de processos judiciais e uso de IA na atividade profissional.

Deliberação altera apoio a propostas Um dos principais resultados apresentados mostra que a exposição ao debate modificou significativamente a posição dos participantes em algumas propostas.

Na questão sobre contratos entre escritórios de advocacia e fornecedores de plataformas digitais, 79,4% dos participantes do grupo que ainda não havia passado pela deliberação apoiavam a proposta de que esses contratos deveriam conter cláusulas específicas de proteção de dados e sigilo profissional, sob pena de responsabilização do advogado.

Depois da etapa de deliberação, o apoio caiu para 51,5%.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.correiobraziliense.com.br — o conteúdo pertence a Correio Braziliense.

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