Investidor calibra apostas para juros e monitora BoE, campanha eleitoral e pesquisas
Os investidores calibram as suas apostas para os juros nesta quinta-feira (17), após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, no quinto corte seguido dessa magnitude.
Na contramão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), que aumentou os juros pela primeira vez em três anos.
O destaque hoje é reunião de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE).
A autoridade brasileira procurou deixar em aberto o futuro dos juros, pouco alterando a comunicação em relação ao encontro de agosto.
Ainda que parte do mercado espere ao menos mais uma redução da Selic neste ano, a dúvida sobre o futuro permanece, em especial devido às incertezas em relação às contas públicas.
O resultado da eleição e a indicação para a política fiscal a partir de 2027 estarão no foco de economistas e investidores, com influência sobre a expectativa para os juros.
Já o Fed, em seu comunicado, afirmou que a inflação segue alta e a atividade econômica, em ritmo sólido, e que a decisão "favorecerá um retorno mais rápido à meta de 2%".
O aumento do custo de energia, reflexo do conflito no Oriente Médio, se tornou uma pressão inflacionária.
"A inflação está muito alta e assim permanece há muito tempo", disse Kevin Warsh, presidente do BC americano.
A maioria dos integrantes da autoridade monetária projeta outra alta de 0,25 ponto nas taxas até o fim de 2026.
Após a decisão, os indicadores futuros de ações americanas avançavam no começo do dia e o preço do petróleo caía.
E voltando ao Brasil, a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) segue repercutindo na campanha eleitoral quatro novas pesquisas saem hoje.
Um dia após a polêmica sessão suspensa no STF sobre as relações entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou se distanciar do magistrado, mas fez elogios à atuação de Moraes na condução das ações sobre a trama golpista.
Em campanha no Nordeste, Flávio Bolsonaro afirmou que Lula “deve seu mandato” a Moraes.
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