Justiça proíbe vereador de Curitiba de frequentar a Câmara Municipal; parlamentar é suspeito de rachadinha
Vereador Lórens Nogueira é filmado recebendo dinheiro vivo de funcionária A Justiça determinou, nesta quinta-feira (13), o afastamento cautelar do vereador Lórens Nogueira (PP) do cargo público, pelo prazo de 90 dias.
O parlamentar também fica impedido de manter qualquer contato, de forma direta ou indireta, com as demais pessoas envolvidas nas investigações e de frequentar as dependências da Câmara Municipal.
O vereador foi flagrado recebendo R$ 5,6 mil em dinheiro vivo de uma servidora e é réu pelo crime de concussão – quando um funcionário público exige, para si ou para outro, vantagem indevida, em razão da função.
A Justiça autorizou a gravação, a pedido do MP.
Assista ao vídeo acima.
Lórens nega o crime e alega que o valor era referente a um empréstimo de R$ 12 mil feito em dinheiro vivo. ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp Também nesta quarta, a Comissão Processante que apurou a suposta quebra de decoro parlamentar cometida pelo vereador de Curitiba Lórens Nogueira (PP) concluiu, nesta quinta-feira (13), pela cassação do mandato do parlamentar.
Agora, o processo será enviado para a presidência da Câmara Municipal de Curitiba, que deverá convocar uma sessão plenária na qual os vereadores da capital votarão se Lórens deverá ou não perder o cargo.
Isso depende do apoio de dois terços dos vereadores.
De acordo com o parecer, a cobrança de devolução de parte dos salários teria acontecido com uma servidora que ocupava um cargo em comissão no Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) por indicação de Lórens Nogueira.
Para o relator do caso, o vereador Da Costa (Pode), ficou comprovado que o acusado "se valeu das prerrogativas do mandato parlamentar e poder de influência para constranger a servidora à devolução periódica de parte de sua remuneração, em seu proveito pessoal".
Conforme o relator, a penalidade apontada é "proporcional e adequada à gravidade da conduta comprovada", visto que as condutas configuram quebra do Código de Ética e Decoro Parlamentar do Legislativo.
O advogado Jefferson Costa Vilela Pereira, que defende Lórens, criticou o teor do relatório e afirmou que ele foi "pautado no descompromisso com as provas dos autos e com aquilo que foi efetivamente apurado ao longo da instrução".
Leia a íntegra do posicionamento a seguir.
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