Titanossauros se reproduziam em altas latitudes com estratégia inteligente
Os maiores dinossauros que já existiram eram capazes de se reproduzir em altas latitudes — ou regiões distantes do equador — e desenvolveram uma estratégia inteligente para manter seus ovos aquecidos, revelou um estudo sobre um conjunto de ovos de titanossauros desenterrados na Argentina.
A maioria dos ovos e cascas de ovos de titanossauros , assim como os de outros dinossauros, foi encontrada em regiões de latitudes mais baixas, próximas ao equador, onde temperaturas mais elevadas teriam facilitado a incubação dos ovos.
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“Sabemos que seus ossos foram encontrados em lugares tão ao sul quanto a Antártida e o sul da Argentina, e tão ao norte quanto a Mongólia e o Texas”, disse Darla Zelenitsky, paleontóloga e professora associada da University of Calgary, em Alberta.
Zelenitsky é autora sênior da nova pesquisa, publicada na terça-feira no periódico Royal Society Open Science.
“Claramente eles passavam tempo em áreas de latitudes mais altas, mas até agora não se sabia se também nidificavam lá”, acrescentou Zelenitsky.
Ao contrário de algumas espécies menores de dinossauros e de aves atuais, os paleontólogos têm bastante certeza de que os titanossauros não chocavam seus próprios ovos.
Seu tamanho enorme “teria transformado o ninho em uma omelete gigante”, disse Zelenitsky por e-mail.
Sendo assim, é improvável que os titanossauros fossem pais dedicados.
Como a maioria dos répteis, eles provavelmente depositavam seus ovos e deixavam os filhotes resultantes se virarem sozinhos.
Os ovos, no entanto, precisam de calor para se desenvolver e eclodir, e a luz solar é mais escassa em latitudes mais altas.
O estudo sugere que os titanossauros encontraram uma forma de lidar com as temperaturas mais baixas nas regiões mais ao sul do planeta, embora o clima no Cretáceo tardio naquela latitude não fosse tão frio quanto o de hoje.
“O cenário mais provável é que esses titanossauros depositavam seus ovos em ninhos em forma de montículo feitos de vegetação e solo, onde o calor de incubação vinha principalmente da decomposição do material vegetal”, disse Zelenitsky.
“As cascas dos ovos eram muito porosas, o que significa que, se os ovos fossem deixados a céu aberto, perderiam água, secariam e os embriões morreriam.
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