Ônibus, voto e democracia
Democracia depende de garantia concreta de acesso.
Sem transporte, o direito ao voto vira abstração, sobretudo para os com menor renda.
A boa gente da periferia, usuária diária do coletivo, só consegue ir à urna distante de transporte.
Mesmo com fé, ir a pé é desafio.
Decisão do TRE-BA, ao exigir frota em circulação e fixar multa milionária em Salvador, afirma princípio simples: o serviço é necessário, dele depende a votação.
Transporte integra rol de direitos com impacto direto sobre participação cidadã, livre locomoção e igualdade de condições para exercício de cidadania.
Falta de ônibus na capital e outras cidades no domingo de eleição liga sirene em altos decibéis.
Episódio absurdo de prejuízo: a logística vira exclusão.
Relatos de garagens cheias, veículos parados, intervalos longos, gerando filas, atrasos, desistência.
Todo o povo é testemunha; o prefeito preferiu interpretar os fatos.
Intervalos longos, gerando filas, atrasos, desistência.
Todo o povo é testemunha; o prefeito preferiu interpretar os fatos.
A Justiça Eleitoral agiu, ao pedir apuração rigorosa, inclusive com atuação da Polícia Federal para verificação de frota, planilhas e ordens de serviço.
Pedido de prisão de gestor, depois anulado pelo próprio TRE-BA, mostra tensão institucional, mas também flacidez na defesa de pleito livre, isonômico, acessível.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.