Estados Unidos devem ter a 1ª execução pública em 90 anos, diz site
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse ao canal Real America's Voice que a execução do atirador de Fort Hood, no Texas, marcada para 3 de dezembro, poderá ser acompanhada pelo público. De acordo com o site Axios, os EUA não realizam uma execução pública há 90 anos.
Hegseth afirmou que Nidal Hasan, condenado pelo assassinato de 13 pessoas no ataque de 2009 em Fort Hood, será morto por um pelotão de fuzilamento. "[Ele] vai receber um pelotão de fuzilamento. Como deveria ser", disse o secretário ao Real America's Voice.
O secretário também declarou que a execução poderá ser vista pelo público. "Vamos garantir que as pessoas possam assistir. Que seja público. Porque as pessoas precisam entender que existem consequências sérias para esse tipo de coisa", afirmou.
Declarações levantaram dúvidas sobre como as Forças Armadas colocariam essa ideia em prática. O Departamento de Defesa se recusou a comentar o que foi dito por Hegseth, e o Exército ainda não detalhou como pretende conduzir a execução, segundo a AP (Associated Press).
Não há clareza sobre o que Hegseth quis dizer com "público". Ainda não se sabe se a execução seria aberta a qualquer pessoa, transmitida por streaming ou TV, ou restrita a um grupo selecionado de convidados.
Se a fala se concretizar, essa seria a primeira execução militar dos EUA desde 1961, segundo o Axios. A última execução por fuzilamento nas forças armadas norte-americanas ocorreu em 1945. Na data, o soldado Eddie Slovik foi executado por deserção na França, de acordo com a NPR.
Execuções por fuzilamento não são comuns nos EUA. De acordo com o Centro de Informações sobre a Pena de Morte, o método é autorizado nos estados norte-americanos de Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah. A Carolina do Sul, por exemplo, fez a primeira execução por fuzilamento do estado no ano passado, sendo a primeira em 15 anos.
EUA não fazem uma execução pública há 90 anos, segundo o Axios. A última execução pública no país ocorreu em 1936, quando Rainey Bethea, um homem negro condenado por estuprar uma mulher branca, foi enforcado no estado de Kentucky.
Se ocorrer, a morte de Hasan será a primeira execução militar nos EUA desde 1961. A última execução por fuzilamento nas Forças Armadas dos EUA foi em 1945, quando o soldado Eddie Slovik foi morto por deserção na França, de acordo com a NPR.
Execuções por fuzilamento são raras nos EUA e só alguns estados autorizam o método. De acordo com o Centro de Informações sobre a Pena de Morte, Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah permitem esse tipo de execução; no ano passado, a Carolina do Sul realizou a primeira do estado e a primeira do país em 15 anos.
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