‘Desafio da humanidade’, diz cineasta Lygia Barbosa sobre economia azul
Com mais de 25 anos de experiência no mercado audiovisual, a cineasta e carioca Lygia Barbosa está confirmada como keynote no maior evento de economia azul das Américas, o Tomorrow.Blue Economy Niterói 2026.
O encontro será realizado entre os dias 25 e 26 de novembro na Arena Niterói, em Niterói, no Rio de Janeiro.
Diretora de "Laerte-se", primeiro documentário brasileiro original Netflix, Lygia também assina "Haenyeo – A Força do Mar", produzido com Luciano Candisani, fotógrafo da National Geographic, na Ilha de Jeju, na Coreia do Sul, trabalho que acompanha a tradição secular de mulheres que vivem de recursos marinhos sem usar equipamentos de mergulho.
Abordando temáticas como sustentabilidade, protagonismo feminino e a força e riquezas do mar, Lygia conversou sobre os desafios e o legado desse e de outros trabalhos.
Confira a entrevista abaixo: O que você pretende abordar no Tomorrow.Blue Economy Niterói 2026? Eu sou documentarista e fiz muitos trabalhos ligados ao oceano, tanto no Brasil quanto fora do Brasil.
A ideia é a gente conversar sobre como transportar determinadas informações tanto pro entretenimento quanto para educação, informação.
Fiz um trabalho há muito tempo, em 2017 na Coreia do Sul, foi uma coprodução com uma produtora coreana, onde a gente retrata a comunidade de mergulhadoras coreanas, mulheres que coletam frutos do mar.
São mulheres que sustentaram suas famílias através desses recursos que elas tiram do mar.
E vou falar também sobre o próximo projeto que deve ser lançado na Conferência Internacional dos Oceanos no Rio de Janeiro do ano que vem, que é o Fisher's Voice, que é um filme onde a gente percorreu seis países ao redor do mundo mostrando os impactos e soluções que as comunidades costeiras vêm enfrentando e resolvendo em relação ao mar.
Ao longo da sua carreira, você trabalhou com algumas produções que mostraram o impacto de ações humanas em ecossistemas marinhos.
A partir de qual momento o cinema passou a atuar como um aliado da economia azul? Eu acho que tudo que você consegue trazer informação, você traz reflexão.
Quando você traz reflexão, você é um aliado da economia azul ou aliado de qualquer outro tema relacionado à economia marinha, à ciência, à exploração dos recursos do mar.
Então o audiovisual se torna um aliado que, quando você produz algo consistente, onde a pesquisa é profunda, procurando os melhores profissionais, as pessoas que mais estudaram aquele tema ou comunidades costeiras que estão vivendo ali no seu dia a dia um impacto ligado a algum tipo de exploração, o audiovisual traz esse conhecimento de uma forma mais rápida porque ele chega em lugares que às vezes você não consegue chegar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraná.