Zema diz que usará GLO contra crime organizado em ação conjunta com estados
O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta quinta-feira, 13, que pretende recorrer a operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para combater o crime organizado.
Segundo ele, a atuação federal será discutida com os governadores e não ocorrerá de maneira unilateral.
Zema foi questionado em coletiva de imprensa sobre como pretende preservar a autonomia dos Estados diante da previsão, em seu plano de governo, de intervenções federais na área da segurança pública.
O candidato respondeu que as duas propostas são conciliáveis e defendeu uma atuação integrada entre União, Estados e municípios.
“Quero fazer uso da GLO.
União e Estado se complementam na questão da segurança pública.
Nada será feito unilateralmente, com o governo federal determinando.
Vai ser um esforço conjunto, discutido com os governadores”, declarou.
O presidenciável citou ações recentes realizadas no Rio de Janeiro como exemplo da viabilidade dessa cooperação.
Na avaliação de Zema, a participação das administrações municipais e de suas forças de segurança também poderá tornar mais efetivo o enfrentamento às organizações criminosas.
O plano de governo do candidato, batizado de “Plano Implacável”, prevê o emprego das Forças Armadas e de órgãos federais para retomar territórios controlados por facções.
Zema também defende classificar facções e milícias como organizações terroristas e já afirmou que uma eventual intervenção no Rio de Janeiro precisaria ser prolongada, com duração de dez a 20 anos.
Zema participou do 13º Fórum Caminhos da Liberdade, organizado pelo Instituto de Formação de Líderes (IFL), na capital paulista.
Os candidatos Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) também participaram do evento.
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