Elas lotam presídio por eles; quando são presas, homens somem da fila
No presídio masculino, elas chegam cedo, enfrentam fila e lotam a porta para visitar maridos, namorados, noivos, filhos e pais.
No feminino, basta olhar para a calçada para perceber que a história muda.
Os homens quase somem.
Depois de acompanhar um domingo de visitas na Máxima de Campo Grande, onde mulheres dominavam a fila do lado de fora, o Lado B foi ao Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi para ver o que acontece quando são elas que estão atrás das grades.
A pergunta era simples: quem continua aparecendo? Na manhã acompanhada pela reportagem, cerca de 30 pessoas esperavam em uma única calçada.
Nada parecido com o movimento visto no presídio masculino, onde familiares se espalhavam pelas proximidades e a quantidade de visitantes era suficiente até para movimentar vendedores nos arredores.
No feminino, não havia comércio, grupos espalhados pela rua ou uma grande fila tomando conta da região.
Mas a diferença mais incômoda não estava no tamanho do movimento.
Estava em quem aparecia para visitar.
Mães, filhos, pais e outros familiares estavam ali.
Maridos e companheiros, segundo visitantes que frequentam a unidade, são raridade.
Uma delas resumiu o contraste: “Aqui quem vem é filho, mãe, pai.
Homem para visitar uma mulher é bem raro.
Se tiver 1, 2 ou 3, é muito.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.