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‘Amores vaporosos’: excesso de opções e falta de tempo desafiam relacionamentos em São Paulo

G1 São Paulo ·
‘Amores vaporosos’: excesso de opções e falta de tempo desafiam relacionamentos em São Paulo

Amores vaporosos: muitas opções e falta de tempo desafiam relacionamento em SP A correria, o trânsito, a rotina de trabalho intensa, os aplicativos de relacionamento e a sensação permanente de que existe uma opção melhor.

Na maior cidade do país, manter um relacionamento parece ter se tornado um desafio para muita gente.

A percepção é compartilhada por profissionais que atendem pacientes na capital paulista e por pessoas solteiras que tentam encontrar um(a) parceiro(a). 👩🏾‍❤️‍👨🏻 E o tema ganha ainda mais destaque nesta semana: 15 de agosto é o Dia do Solteiro, uma data que celebra quem está sem relacionamento e também coloca em evidência as transformações na forma como as pessoas vivem, constroem e encerram seus vínculos afetivos.

O novo retrato dos solteiros no Brasil Reprodução/TV Globo Embora não existam estudos específicos que comprovem que os paulistanos têm relacionamentos mais curtos do que moradores de outras cidades, psicanalista, psicólogo, socióloga e solteiros ouvidos pelo g1 relatam que o estilo de vida da capital favorece vínculos mais frágeis e descartáveis.

Para o psicanalista, escritor e professor Christian Dunker, titular do Instituto de Psicologia da USP, a identidade paulistana ajuda a explicar parte desse fenômeno.

"O trabalho, o sentido de que, se você estiver atrasado, ocupado ou atarefado, faz de você alguém integrado à paisagem da cidade.

Essa aceleração acaba se desdobrando também nas nossas relações afetivas." Segundo o especialista, a lógica de que tudo pode ser substituído rapidamente também chega aos relacionamentos.

"Estamos aprendendo que aquilo que não funciona, troca.

Se não está dando certo, é porque você ainda não encontrou o lugar certo." Na avaliação do psicanalista, a combinação entre longos deslocamentos, menos tempo disponível para convivência, comunicação cada vez mais rápida e espaços públicos reduzidos dificulta conversas longas — justamente aquelas necessárias para resolver conflitos e fortalecer vínculos.

Foi a partir dessa observação que Dunker propôs uma atualização da conhecida ideia dos "amores líquidos", popularizada pelo sociólogo Zygmunt Bauman.

"Talvez agora a gente tenha evoluído dos amores líquidos para os amores vaporosos.

Aqueles que se desfazem no ar.

Não dá nem tempo de sentir a liquidez na mão, e eles já desaparecem." Relações com lógica de mercado👨🏻‍🤝‍👨🏾 O psicólogo Renato de Santana Cunha, especialista em Gestalt-Terapia Clínica & Institucional, diz que essa percepção surgiu dentro do seu consultório, ao comparar pacientes de São Paulo com moradores de outras cidades.

Dos 20 pacientes que acompanha atualmente, 14 vivem na capital.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.

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