Bacia-esponja avança como estratégia para enfrentar inundações no meio urbano
As inundações que acontecem periodicamente em períodos muito chuvosos em diversas regiões do país evidenciam que as estratégias tradicionais de controle de cheias já não conseguem responder, sozinhas, à intensidade das chuvas provocadas pela mudança do clima.
Paraná tem terceiro tornado em três dias e chega a 13 ocorrências em 2026 Temperaturas despencam no Paraná e domingo será molhado e gelado Paraná segue em alerta para tempestades neste fim de semana, mas risco cai para laranja; veja os mapas Para especialistas em planejamento urbano e gestão hídrica, em vez de concentrar esforços apenas em obras de engenharia nas áreas urbanas afetadas pelas cheias, é preciso planejar o caminho que a água percorre antes de chegar às cidades.
A resposta às chuvas cada vez mais intensas deve considerar toda a bacia hidrográfica.
Baseada no conceito de bacia-esponja, a estratégia para enfrentar o novo cenário de intensificação dos eventos climáticos extremos considera o funcionamento natural dos rios, desde as nascentes até a foz.
A abordagem busca orientar intervenções capazes de armazenar, infiltrar ou retardar o escoamento da água ao longo de seu percurso, aumentando a resiliência do território, reduzindo o risco de inundações e promovendo a sustentabilidade ambiental, social e urbana.
“É preciso superar a lógica de que é possível controlar o comportamento das águas por meio de obras de engenharia convencional.
A crescente imprevisibilidade climática demanda estratégias abrangentes, capazes de tornar os territórios mais resilientes diante das incertezas do clima e, principalmente, da impossibilidade de conter a água em determinados cenários.
Para isso, é necessário combinar projetos de infraestrutura, conservação ambiental e planejamento territorial”, afirma a paisagista urbana Cecília Herzog, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e consultora internacional em projetos que aplicam Soluções Baseadas na Natureza.
Cecília reforça que as recomendações para a gestão integrada das bacias hidrográficas se baseiam em pesquisas internacionais e experiências bem-sucedidas em diversos países.
Ela é uma das autoras de um guia técnico sobre bacias-esponja, elaborado em colaboração com os pesquisadores Osvaldo Moura Rezende e João Guimarães, que deve ser lançado em breve pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O trabalho reúne conceitos, metodologia e orientações para apoiar gestores públicos, técnicos e pesquisadores na implementação dessa abordagem.
De acordo com a especialista, toda bacia hidrográfica funciona como um sistema integrado e, por isso, as intervenções realizadas nas áreas mais altas influenciam diretamente o volume e a velocidade da água que chega às regiões mais baixas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.