Irã pede para países não aplicarem novas sanções dos EUA
O Irã condenou nesta sexta-feira (28) as novas sanções econômicas dos Estados Unidos como “terrorismo de Estado”, enquanto seu líder supremo afirmou que estava proibindo atos que pudessem prejudicar a “coesão social”, em meio a preocupações de que mais dificuldades financeiras pudessem provocar agitação no país.
Com a guerra já completando seis meses e as negociações em um impasse, o governo do presidente Donald Trump intensificou os esforços para paralisar financeiramente o Irã, com o que chamou de “Dia D econômico”.
A onda de sanções agrava o impacto da guerra na economia iraniana, onde a inflação anual atingiu 66% no mês passado.
O impasse em torno do Estreito de Ormuz continua sendo o maior ponto de tensão não resolvido do conflito.
Leia Mais Conflito entre Estados Unidos e Irã completa seis meses nesta sexta-feira Zelensky diz que EUA informaram Kiev sobre reuniões em Moscou Entenda como incidente envolvendo Brasil e helicóptero de Trump aconteceu Washington advertiu os países para que cortem seus laços comerciais com o Irã ou enfrentem sanções secundárias, embora o Departamento do Tesouro não tenha chegado a impor penalidades de fato.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou em comunicado nesta sexta que todos os países são obrigados, nos termos do direito internacional, a abster-se de aplicar as sanções dos EUA contra Teerã, acrescentando que a participação nessas sanções equivale a cumplicidade na imposição da vontade ilegal de um Estado sobre Estados independentes.
O ministério classificou as novas medidas dos EUA como um “crime contra a humanidade” que coloca a saúde e o sustento de milhões de civis em sério risco e exortou outras nações e órgãos da Organização das Nações Unidas a defenderem o Estado de Direito.
O líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, que ficou ferido e não é visto em público desde o ataque de 28 de fevereiro que matou seu pai, afirmou em comunicado escrito nesta sexta que havia proibido as autoridades de “cometer qualquer ato que prejudique a coesão social”.
Ele instou as autoridades a evitarem quaisquer “declarações desanimadoras que enfraqueçam a motivação nacional e pública”, em meio à preocupação entre os líderes iranianos de que mais pressão financeira sobre sua economia devastada pela guerra possa desencadear protestos.
Khamenei instou o governo a abordar seriamente os desafios econômicos e de subsistência, incluindo a inflação, o desemprego, os preços e a gestão dos mercados de bens e serviços.
Novas medidas visam banco egípcio Mais tarde, nesta sexta, uma autoridade norte-americana disse à Reuters que o governo Trump planeja impor restrições às filiais do Banque Misr do Egito nos Emirados Árabes Unidos por manterem relações comerciais com Teerã.
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