Presidente da Colômbia ordena deportações de migrantes; entenda operação
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou operações para localizar imigrantes em situação irregular, como parte da política de segurança do governo.
A política, no entanto, é alvo de críticas da oposição e levou a questionamentos na imprensa local sobre a capacidade da autoridade migratória para implementá-la.
“Aqui, não vou aceitar a migração ilegal.
Quero deixar claro: primeiro os colombianos, segundo os colombianos e terceiro os colombianos”, afirmou de la Espriella em reunião do Conselho de Segurança realizada no fim de semana na cidade caribenha de Barranquilla.
“A ordem para a Migração é clara: começar operações em coordenação com a polícia de Barranquilla para localizar imigrantes em situação irregular.
Primeiro, aqueles que estão cometendo crimes.
Segundo, aqueles cuja situação não está regularizada e que, no fim, terão de ser deportados.
É uma ordem presidencial que deve ser cumprida”, afirmou, acrescentando que a operação deveria ter início esta semana.
“Não vou aceitar imigrantes ilegais, de onde quer que venham, que estejam cometendo delitos na Colômbia.
Eles terão de ir embora, e nós vamos deportá-los”, seguiu Espriella na reunião em que apresentou os principais pontos da política destinada a “devolver a tranquilidade a todo o país”.
Uma das principais medidas é o aumento do controle migratório.
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Nem o presidente nem o comunicado fizeram referência a nenhum grupo específico, mas a Colômbia abriga a maior diáspora venezuelana do mundo, com 2.831.561 venezuelanos, dos quais 17% estão em situação irregular (484.658).
A medida foi alvo de críticas da oposição.
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