Vacina brasileira contra a malária recebe autorização da Anvisa para iniciar testes em humanos
UFMG desenvolve vacina inédita contra a malária Uma vacina desenvolvida no Brasil contra o tipo de malária mais comum no país recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para começar a ser testada em humanos.
Batizada de Vivaxin, a candidata é resultado de uma parceria entre pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade de São Paulo (USP) e do laboratório farmacêutico Cristália.
O aval, concedido nesta quarta-feira (7), representa um avanço na busca por uma forma de prevenir a infecção pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maior parte dos casos de malária no Brasil e contra o qual ainda não existe uma vacina aprovada para uso na população.
Embora já existam duas vacinas contra a malária recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ambas foram desenvolvidas para combater outra espécie do parasita, o Plasmodium falciparum, predominante na África e responsável pela maioria das mortes pela doença no mundo.
Adobe Stock A Vivaxin pretende preencher essa lacuna.
Antes, porém, terá de passar por uma série de avaliações para demonstrar que é segura e capaz de proteger contra a infecção.
A primeira etapa, autorizada pela Anvisa, envolverá 48 voluntários saudáveis, com idades entre 18 e 59 anos, que nunca tiveram malária.
Os testes serão realizados no Hospital das Clínicas da UFMG, em Belo Horizonte.
Nesta fase, os pesquisadores vão investigar possíveis reações adversas e verificar se a vacina consegue estimular o sistema imunológico a reconhecer o parasita.
Ainda não será possível determinar se ela previne a doença, objetivo que dependerá de estudos posteriores, com um número maior de participantes.
Como serão os testes da vacina brasileira? O estudo clínico autorizado é de fase 1, a primeira etapa de avaliação de uma candidata vacinal em seres humanos.
Os 48 participantes serão divididos em grupos que receberão diferentes dosagens da Vivaxin ou placebo, uma substância sem o componente ativo da vacina utilizada para comparação dos resultados.
O protocolo prevê três aplicações, com intervalos de 28 dias entre elas.
Os voluntários serão acompanhados por cerca de um ano, período em que passarão por avaliações clínicas e exames.
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