A estratégia de Lula para desviar foco de seu principal problema na campanha
No VEJA em Foco , apresentado por Raquel Novaes, o colunista do Radar Robson Bonin avaliou que Luiz Inácio Lula da Silva tenta construir uma agenda positiva para a campanha enquanto enfrenta o desgaste provocado pelas investigações envolvendo seu filho, Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha.
Na análise do colunista, a movimentação política do presidente tem como objetivo tirar do centro do debate as revelações que vêm atingindo seu entorno.
Em um almoço com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, Lula pediu prioridade para propostas como a PEC da Segurança Pública, o fim da escala 6 por 1 e a medida provisória relacionada à chamada “taxa das blusinhas”.
O que Lula estaria tentando colocar no lugar das denúncias? Segundo Bonin, a estratégia é criar uma agenda positiva em torno de temas com apelo eleitoral.
Para ele, porém, as propostas apresentadas nesse momento não teriam condições de produzir resultados concretos no curto prazo.
Bonin avaliou que a discussão sobre a “taxa das blusinhas”, por exemplo, voltou ao discurso político depois de o próprio governo ter criado a cobrança.
Na visão do colunista, trata-se de um tema que se tornou “altamente impopular” por encarecer o comércio eletrônico.
A retomada do assunto, portanto, serviria também para oferecer uma pauta eleitoral aos consumidores.
E por que a segurança pública entrou nesse movimento? Na avaliação de Bonin, a mudança de discurso sobre segurança pública é particularmente significativa.
Segundo ele, o debate sobre a PEC da Segurança já vinha sendo travado e o governo teria tido quase quatro anos para tratar do assunto como prioridade.
Continua após a publicidade “Como a gente chegou na campanha eleitoral, a segurança pública é uma das questões prioritárias”, afirmou o colunista.
Para Bonin, a adoção agora de um discurso mais incisivo sobre o tema evidencia uma mudança motivada pela disputa eleitoral.
O colunista também relacionou a discussão sobre terras raras à estratégia política de Lula.
Segundo ele, o assunto está ligado à agenda de soberania defendida pelo presidente e representa também uma maneira de fazer oposição política a Donald Trump e atingir Flávio Bolsonaro .
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