Viciado em plataforma, carente de método
Foto: Magnific * Artigo escrito por Domicio Faustino Souza, Gerente de Marketing na Fortlev Solar e Membro do Comitê Qualificado de Conteúdo de Inovação e Tecnologia do Ibef-ES Há um padrão se formando entre muitos gestores: a adoção sucessiva de ferramentas de IA sem resultados consistentes.
O principal desafio não está na plataforma escolhida, mas na ausência de um método estruturado para utilizá-la.
Gestores implementam novas soluções, mas, diante da ausência de resultados imediatos, migram rapidamente para outras opções.
ChatGPT, Copilot, Gemini e Claude são exemplos de uma lista crescente, enquanto a produtividade permanece estagnada.
Em abril de 2026, Philip Kotler lançou Marketing 7.0: A Guide for Thinking Marketers in the Age of AI , um livro que explora como o marketing deve se concentrar menos na otimização baseada em inteligência artificial e mais no entendimento de como as pessoas pensam, se conectam e tomam decisões de compra.
Segundo Kotler, embora os algoritmos potencializem decisões e análises, é fundamental preservar a clareza estratégica e a compreensão humana.
A IA pode entregar a mensagem certa no momento adequado para a pessoa indicada, mas a decisão sobre qual marca será lembrada ainda depende de fatores humanos e da reflexão que ocorre antes do uso da tecnologia.
Os dados reforçam uma realidade frequentemente ignorada por gestores.
Pesquisa da McKinsey de 2025 indica que mais de 80% das empresas que adotaram IA generativa não perceberam impacto tangível no EBITDA.
Estudo da ManpowerGroup , com quase 14 mil trabalhadores em 19 países, apontou crescimento de 13% no uso regular de IA em 2025, enquanto a confiança na utilidade da tecnologia caiu 18% no mesmo período.
Sem visibilidade completa e casos de negócio sólidos e mensuráveis, o uso de plataformas resulta em experimentação tecnológica, sem benefícios concretos para o desenvolvimento de métodos eficazes.
O conceito de mind-centric marketing, apresentado por Kotler, oferece uma direção clara.
A proposta é compreender, antes de automatizar, como a tecnologia influencia o pensamento dos usuários.
Na gestão, o princípio é objetivo: a IA utilizada com método libera o gestor para decisões mais qualificadas; quando usada como atalho, ocupa o espaço do pensamento estratégico.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhavitoria.com.br — o conteúdo pertence a Folha Vitória.