Texas põe em xeque a força eleitoral de Trump
O presidente dos EUA, Donald Trump, deixa palco de comício em San Antonio, no Texas, em 7 de outubro de 2026.
Eric Gay/ AP Reduto tradicional dos republicanos, o Texas põe o partido em apuros nas eleições de novembro, levando o presidente Donald Trump a deslocar-se três vezes ao estado no último mês para tentar salvar o candidato ao Senado, . ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O concorrente James Talarico está 7 pontos à frente, de acordo com a pesquisa recente do New York Times, e tem chances concretas de tornar-se o primeiro senador democrata a vencer no estado desde 1988.
Trump cumpre a missão que vem se mostrando árdua, mas essencial para os republicanos manterem o controle do Senado.
Nem o presidente parece acreditar na vitória de Paxton, que ele descreve, ao mesmo tempo, como o maior procurador-geral dos EUA e “um pé no saco”.
Donald Trump com o candidato republicano ao Senado pelo Texas, Ken Paxton, em 7 de outubro de 2026.
AP/Eric Gay Com frequência, desfere críticas e insultos ao candidato apoiado por ele para derrotar o atual senador John Cornyn nas primárias republicanas.
A relação entre os dois transparece tensão.
"Algumas pessoas podem não gostar do jeito que ele se veste.
Eu não gosto", declarou o presidente na convenção republicana em Dallas, referindo-se ao próprio candidato.
Em uma gravação vazada, Paxton parece culpar Trump pelo mau desempenho da campanha: “É a guerra, são os preços da gasolina, é o diesel.” O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa na Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro de 2026 Mike Segar/Reuters O apoio a Paxton nas primárias poderá custar caro a Trump, embora ele diga que não se arrependeu de ter endossado a sua candidatura para derrotar Cornyn.
O senador caiu em desgraça por ter criticado a invasão do Capitólio por simpatizantes de Trump e se oposto à sua candidatura em 2024.
O presidente preferiu emplacar Paxton, alinhado ao MAGA, mas envolvido em escândalos que somavam fraude de valores imobiliários, infidelidade conjugal e um processo de impeachment na Câmara estadual, do qual foi absolvido pelo Senado.
A presença de Trump em comícios republicanos já não é garantia de triunfo eleitoral, embora ele peça aos simpatizantes para voltarem como se seu nome estivesse na cédula.
Recentemente, postou em letras maiúsculas, em suas redes sociais: “Meus comícios estão salvando o Partido Republicano, mais uma vez!!!” Na direção oposta, movidos pela baixa popularidade do presidente, atualmente em torno de 34%, candidatos republicanos vêm procurando distanciar-se dele na campanha na reta final para as eleições de 3 de novembro.
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