Mulher que aplicou injeção contra queda de cabelo em cliente no DF não é biomédica, diz conselho; vítima morreu horas depois
Polícia investiga morte de professora após procedimento estético A mulher que se apresentou como biomédica à família de uma professora que morreu após receber uma injeção para tratar queda de cabelo não tem registro profissional, segundo o Conselho Federal de Biomedicina (CFBM).
Segundo o conselho, Valéria Rodrigues de Sousa da Silva não está autorizada a atuar como biomédica, nem a fazer procedimentos estéticos ou aplicações injetáveis como profissional da área. 🔎 Para atuar como biomédico esteta, é preciso ter formação em Biomedicina, habilitação em Biomedicina Estética e registro regular no conselho regional.
É esse registro que permite a fiscalização do profissional. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp.
Em nota, o CFBM informou que, como Valéria não é inscrita em nenhum Conselho Regional de Biomedicina, ela também não pode ser alvo de um processo ético-disciplinar do conselho.
De acordo com a entidade, entre os procedimentos autorizados para biomédicos estetas estão algumas aplicações de substâncias para fins estéticos, inclusive por via intramuscular.
Mas, para isso, o profissional precisa estar devidamente habilitado e regularizado.
Os locais onde esses procedimentos são realizados também precisam seguir regras sanitárias e ter a documentação exigida pelos órgãos responsáveis.
No caso de Lidiane Gomes de Souza Alves, de 50 anos, a aplicação foi feita em um salão de beleza em Ceilândia.
A professora passou mal horas depois do procedimento e morreu após sofrer paradas cardíacas.
Mulher morre após tomar injeção para queda de cabelo no DF Globo/Reprodução Espaço também não tinha registro Segundo a Secretaria de Saúde, o endereço onde funcionava o salão não tinha licença sanitária nem cadastro na Vigilância Sanitária.
O imóvel é registrado como residencial e não tinha autorização para atividades comerciais de saúde ou estética.
A Polícia Civil investiga o caso como eventual homicídio culposo e exercício ilegal de atividade de saúde.
Os policiais recolheram os frascos do suposto complexo vitamínico usado na aplicação.
O material será analisado e a polícia aguarda os laudos do Instituto Médico-Legal (IML) e do Instituto de Criminalística para esclarecer a causa da morte e as circunstâncias do procedimento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Distrito Federal.