Israel critica Nobel da Paz a Navi Pillay, que investigou guerra em Gaza, e acusa prêmio de 'ódio anti-Israel'
Navi Pillay, jurista que venceu Nobel da Paz, se diz surpresa e alfineta Trump O governo de Israel criticou nesta sexta-feira (10) a escolha da jurista sul-africana Navi Pillay para receber o Prêmio Nobel da Paz 2026.
Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores israelense o prêmio para Pillay, que presidiu o comitê que acusou Israel de genocídio, legitima "o ódio e o preconceito anti-Israel". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Se houvesse um prêmio para mentiras, ódio e libelos sanguíneos, Navi Pillay não seria apenas uma concorrente.
Ela seria uma das principais favoritas", disse o ministério.
"Conceder o Prêmio Nobel da Paz a Pillay não é um reconhecimento da justiça.
É a grotesca instrumentalização de um prêmio para legitimar o ódio e o preconceito anti-Israel". ➡️ O Prêmio Nobel da Paz 2026 foi concedido à jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay, de 85 anos, anunciou o Comitê Norueguês do Nobel, em Oslo, nesta sexta.
Ela foi laureada "por sua coragem e integridade excepcionais em sua atuação jurídica e por seus esforços para promover a paz e o direito internacional", afirmou o presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes.
Durante sua carreira, Pillay: garantiu que Nelson Mandela tivesse acesso a um advogado quando ele estava preso durante o Apartheid; se tornou a primeira mulher não branca na Suprema Corte da África do Sul; julgou o genocídio em Ruanda; chefiou a área de direitos humanos da ONU; presidiu o comitê contratado pela ONU que determinou que Israel cometeu genocídio em Gaza.
"O compromisso de Navi Pillay com os princípios jurídicos universais e sua firme bússola moral são constantes ao longo de sua extensa carreira.
Nascida em uma família de origem tâmil indiana, durante o apartheid, em Durban, na África do Sul, Pillay tornou-se advogada e pioneira no campo jurídico, enfrentando a profunda discriminação estrutural, a segregação e a exclusão", afirmou Frydnes.
Navi Pillay em 2011, quando era Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos REUTERS/Valentin Flauraud/Foto de Arquivo Frydnes pareceu alfinetar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao afirmar que a premiação à jurista sul-africana foi “uma mensagem àqueles que estão atacando e enfraquecendo o sistema internacional”.
O norueguês não foi o único a lembrar do líder norte-americano.
Em um breve discurso após saber que venceu o Nobel da Paz, Pillay brincou, de forma irônica, sobre dividir o Nobel da Paz com Trump.
Ela também se disse surpresa com sua laureação e defendeu os direitos humanos.
Pillay foi a 21ª mulher a ser laureada com o Nobel da Paz, de um total de 144 vencedores.
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