Governo Trump impõe sanções ao Tribunal Penal Internacional, horas após Nobel da Paz para ex-juíza
Navi Pillay, jurista que venceu Nobel da Paz, se diz surpresa e alfineta Trump O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs sanções ao Tribunal Penal Internacional na sexta-feira, horas depois de um de seus ex-juízes ter ganhado o Prêmio Nobel da Paz , colocando Washington em rota de colisão diplomática com os aliados europeus.
Navi Pillay alfinetou Trump ao agradecer Ao saber que foi escolhida para receber o Prêmio Nobel da Paz 2026, a jurista sul-africana Navi Pillay alfinetou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e se disse surpresa com a premiação. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Ovacionada no Palácio de Justiça de Nuremberg, na Alemanha, onde participava de um congresso sexta-feira (9), Pillay brincou que "talvez eu divida esse prêmio com [Donald] Trump".
E criticou "Estados párias" que atacam instituições multilaterais, como a ONU e o Tribunal Penal Internacional. 👉 Além de alfinetar Trump, que defendia a sua própria candidatura ao Nobel da Paz, a jurista sul-africana também fez referência à oposicionista venezuelana Maria Corina Machado.
Laureada com o prêmio no ano passado, ela entregou a medalha do Nobel da Paz a Donald Trump e dedicou o prêmio ao presidente dos EUA, de quem é aliada.
"Se vocês aplaudirem mais um pouco, talvez eu divida esse prêmio com (Donald) Trump", disse a laureada, que também afirmou ter ficado surpresa com sua premiação.
"Sendo advogada e juíza, eu ainda quero verificar essa informação [do prêmio Nobel]", disse.
Mais tarde, a sul-africana voltou a fazer referência ao presidente norte-americano, ao criticar países que têm "atacado" o Tribunal Penal Internacional, alvo constante do governo Trump.
"A última coisa que queremos é que Estados párias tomem medidas por conta própria, como, por exemplo, o ataque ao Tribunal Penal Internacional", discursou.
"Minha mensagem aos líderes é que vocês têm uma obrigação legal (...) de proteger os direitos humanos, abster-se da guerra e tornar realidade a Carta das Nações Unidas".
Pillay também se disse surpresa com o elogio do Comitê do Nobel à sua coragem, citada um dos fatores decisivo na escolha de seu nome.
"Uma das principais reações a esse relatório foi uma homenagem à minha coragem.
Por que seria necessário ter coragem para dizer a verdade? Você interpreta a lei, analisa todos os fatos.
Trata-se, portanto, de uma tomada de decisão imparcial, afirmou.
Ela disse também que atualmente atua como juíza em um processo movido pela Gâmbia contra Mianmar, e disse que não pensa em parar no momento apesar de ter 85 anos.
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