Clientes chegaram às lojas e encontraram as portas fechadas sem aviso: após quase 80 anos, rede encerra mais de 60 unidades
O fechamento abrupto colocou pedidos, pagamentos e datas de casamento no meio da crise enquanto clientes tentavam descobrir o destino dos vestidos.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Vestidos escolhidos meses antes, casamentos marcados e pagamentos já feitos viraram uma corrida por respostas em julho de 2017. A Alfred Angelo Bridal fechou abruptamente suas lojas e entrou em liquidação, deixando clientes e até funcionários sem tempo para entender o que aconteceria com os pedidos.
As unidades fecharam de forma abrupta em 13 de julho de 2017 . Clientes chegaram a diferentes endereços e encontraram portas trancadas ou avisos de encerramento, enquanto a estrutura corporativa praticamente deixou de atender consumidores e revendedores.
No dia seguinte, a empresa apresentou pedido de Chapter 7 no Tribunal de Falências do Sul da Flórida. Diferentemente de uma reorganização, esse capítulo direcionava a companhia para a liquidação de seus ativos.
A companhia mantinha 61 lojas próprias nos Estados Unidos , além de vender seus modelos por uma rede muito maior de revendedores independentes. Seus vestidos também estavam presentes em aproximadamente 1.400 pontos de venda ao redor do mundo.
A marca atuava havia décadas com vestidos de casamento , peças para madrinhas e outras roupas formais. Por isso, o fechamento alcançou pedidos feitos tanto nas lojas próprias quanto em parceiros que dependiam da empresa para receber mercadorias.
Pedidos de noivas e madrinhas costumavam envolver depósitos antes da entrega. Documentos posteriores do processo indicaram que clientes podiam ter pago entre 50% e 80% do valor , o que deixou dinheiro comprometido mesmo quando a peça ainda não havia chegado.
Algumas lojas conseguiram entregar ou despachar vestidos que já estavam fisicamente disponíveis. Em outros casos, clientes ficaram sem saber se a encomenda estava pronta, em trânsito, ainda em produção ou simplesmente inacessível após o fechamento.
Relatos publicados na época indicaram que muitos empregados também foram surpreendidos. Alguns afirmaram ter recebido a informação apenas na manhã do último dia de funcionamento, com orientação para fechar a unidade definitivamente ao fim do expediente.
Essa falta de antecedência ampliou a confusão porque os próprios funcionários tinham pouca informação para repassar. Em algumas cidades, equipes tentaram organizar vestidos que já estavam nas lojas ou orientar clientes antes que as portas fossem fechadas.
Sim. A administradora do Chapter 7 conseguiu localizar registros e entregar parte dos vestidos e acessórios após a falência. O esforço, porém, encontrou limites financeiros e logísticos à medida que milhares de pedidos precisavam ser relacionados a estoques, fornecedores e clientes.
Posteriormente, as orientações oficiais aos consumidores afetados informaram que pedidos ainda não entregues permaneceriam sem atendimento. Clientes poderiam apresentar créditos no processo ou avaliar contestação de pagamentos feitos com cartão.
O problema não era apenas encontrar uma loja fechada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.